O Ministério da Saúde do Quênia confirmou na noite desta sexta-feira (23) a segunda morte decorrente do vírus ebola no país. De acordo com a pasta, a vítima é uma mulher de 65 anos que manifestou os sintomas durante o período de quarentena e mantinha laços familiares próximos com o primeiro homem que morreu em decorrência da doença no país no início deste mês.
Esta epidemia teve início na República Democrática do Congo (RDC) e já alcançou quatro nações nas regiões leste, central e oeste do continente africano, marcando a mais ampla dispersão geográfica de um surto de ebola na história da África.
Histórico e monitoramento no país
O primeiro caso de ebola no Quênia foi diagnosticado neste mês em um homem que deslocou-se da RDC rumo a Nairóbi, vindo a falecer em uma unidade hospitalar da capital queniana em 5 de outubro.
Desde então, as autoridades locais mapearam e colocaram sob quarentena 135 pessoas que tiveram contato com os infectados, totalizando nove casos confirmados até o momento.
A mulher que veio a óbito nesta sexta-feira havia mantido contato direto com o paciente diagnosticado inicialmente, segundo repassou o governo.
“Com esta perda, o número de mortes entre os nove casos confirmados chega a dois. Os sete pacientes restantes continuam recebendo cuidados nas duas unidades de isolamento”, afirmou o ministério, acrescentando que não havia indícios de transmissão comunitária no país.
Impacto internacional e panorama da doença
Como reflexo da situação sanitária, o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma recomendação na noite da última segunda-feira (19) para que cidadãos americanos reconsiderassem viagens ao território queniano, elevando o patamar de alerta sanitário para a região.
Já na terça-feira (20), a Nigéria passou a figurar como o quarto país africano a contabilizar um caso de ebola. Os oficiais locais seguem investigando como e em qual local o paciente infectado — que não esteve na República Democrática do Congo — acabou contraindo o vírus.
Os registros apontam que o ebola já infectou quase 10 mil pessoas e provocou mais de 4.600 óbitos na RDC. O quadro clínico da doença engloba febre, episódios de vômito, diarreia e, em cenários de maior gravidade, quadros de hemorragias internas e externas. Vale destacar que a transmissão do vírus ocorre exclusivamente por indivíduos que já manifestam os sintomas.
As autoridades de saúde alertam que a linhagem rara do ebola causadora deste atual surto carece de opções de tratamento ou de vacinas com aprovação oficial.
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