O cenário da disputa presidencial mudou drasticamente desde a noite de 5 de outubro, quando a apuração do primeiro turno mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrás de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), por uma diferença de 2,2 milhões de votos. Naquele momento, muitos analistas decretaram que a campanha do Partido dos Trabalhadores estava liquidada. Até então, a estratégia petista havia sido considerada morna, com maior foco na defesa de realizações passadas do que na apresentação de inovações para os próximos anos, o que gerava apostas em um clima de total conformismo.
No entanto, o panorama se transformou radicalmente ao longo dos últimos 21 dias. Nesse período, a coordenação da campanha conseguiu a façanha de reativar o engajamento da militância nas ruas e nas redes sociais. Essa pressão coordenada surtiu efeito prático nas sondagens de intenção de voto, permitindo que a vantagem de quatro pontos percentuais que o oponente ostentava nas pesquisas fosse completamente pulverizada, resultando agora em um cenário de empate técnico.
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