Instagram prepara retorno aos vídeos longos com formato de até 90 minutos

Instagram testa vídeos longos de até 90 minutos

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Anos após o encerramento do IGTV, o Instagram retomou os testes para suportar vídeos longos em sua plataforma. A novidade foi revelada por Adam Mosseri, chefe da rede social na Meta, através de uma gravação com seis minutos de duração compartilhada nesta segunda-feira (26).

Batizados de “Features”, esses vídeos longos são reproduzidos na horizontal e podem alcançar até 90 minutos de duração. Os testes iniciais começaram na segunda-feira restritos a um grupo seleto de criadores de conteúdo residentes nos Estados Unidos, grupo do qual o próprio Mosseri faz parte. Embora o público geral ainda não tenha a capacidade de publicar com o novo formato, os usuários já podem assistir a esses materiais caso se deparem com eles na rede social.

Durante o anúncio, Mosseri confessou que costuma se opor ao suporte para esse tipo de formato no Instagram, mas ponderou que compreende a existência de uma forte tendência de consumo. Ele destacou hábitos como o de pessoas que assistem a vídeos em conjunto, chegando inclusive a consumi-los na televisão.

Outro fator determinante é a estratégia de utilizar recortes veiculados no Reels para promover produções maiores que normalmente ficam hospedadas em concorrentes, a exemplo do YouTube e do Spotify.

Retenção de público e experiência de uso

Ao introduzir o recurso “Features”, o aplicativo se posiciona como mais uma opção viável para produções de longa duração. Na prática, a ferramenta tem o potencial de impedir que o usuário abandone o ecossistema da Meta para migrar para a concorrência após se cativar por um trecho exibido nos Reels.

A usabilidade para a reprodução desses materiais longos aparenta estar bem desenvolvida dentro da plataforma. O perfil de Adam Mosseri conta com uma aba exclusiva voltada para publicações desse tipo. Os espectadores podem assistir com o smartphone na vertical ou alternar para a tela cheia, aproveitando uma área expandida do display.

O player também disponibiliza controles para gerenciar a velocidade de reprodução, permitindo ajustes para 0,5x, 1,5x ou 2x. Recursos tradicionais de engajamento, como curtidas, comentários e compartilhamentos, seguem totalmente integrados.

Desafios e críticas sobre a monetização

Apesar da novidade, o lançamento já virou alvo de reclamações. Na seção de comentários da postagem de Mosseri, as principais críticas giram em torno da falta de ferramentas de monetização voltadas especificamente para vídeos longos.

O sistema de remuneração do Instagram diverge do modelo adotado pelo YouTube. Boa parte dos criadores não aufere ganhos financeiros diretos proporcionais à quantidade de visualizações obtidas, precisando apelar para parcerias comerciais, programas de assinatura e campanhas de financiamento coletivo para rentabilizar suas obras.

Em contrapartida, o YouTube consolidou-se como o padrão da indústria em streaming de longa duração justamente por disponibilizar diversas alternativas de monetização aos produtores. Isso engloba tanto a divisão de lucros com publicidade quanto repasses oriundos das assinaturas do YouTube Premium. A plataforma insere propagandas antes e ao longo da exibição, dividindo parte desse faturamento com os criadores elegíveis.

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