A Amazon dispensou aproximadamente 250 pessoas nesta quarta-feira (28), de acordo com a agência Reuters, e a própria companhia confirmou posteriormente a informação. Os profissionais atingidos exerciam suas funções especificamente no departamento de produto e serviços, setor responsável por hardwares como tablets, Kindles e outros aparelhos, sendo que a grande maioria dos colaboradores trabalhava com o desenvolvimento de software.
O corte de pessoal ocorreu em um momento inesperado para a indústria, visto que essa mesma divisão registrava alta atividade recente: desde as semanas anteriores até a última terça-feira (27), a corporação promoveu a estreia de diversos dispositivos próprios, o que abrangeu novos tablets, melhorias na linha Kindle e uma nova geração da família Echo.
O posicionamento oficial da empresa
Em nota enviada à imprensa, um representante da companhia justificou a medida alegando a necessidade de “operar de forma mais eficiente e promover um melhor alinhamento com a estratégia de lançamento de produtos”.
“Tomamos a decisão difícil de eliminar um pequeno número de cargos”, diz a nota, sem elaborar tanto sobre o assunto. Um email interno da companhia obtido pela Reuters reforça o discurso de “revisão minuciosa na estrutura”.
Histórico de cortes no ano
Esta movimentação representa a quarta onda de demissões conhecida na corporação apenas no decorrer de 2026. Anteriormente, a empresa adotou medidas drásticas em outras frentes: – Dispensou 16 mil funcionários em janeiro para “reduzir camadas, aumentar o controle e remover burocracia” na primeira parte dessa reestruturação organizacional; – Cortou outra leva não revelada de pessoas pela empresa em julho, mas que atuavam no desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI); – Demitiu “menos de mil pessoas” no começo de outubro, enxugando os segmentos do setor do varejo e da loja digital durante uma semana de promoções.
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