Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com reta final das eleições e fim da 6×1

Ibovespa cai com fim da escala 6×1 e disputa eleitoral

Economia

O mercado financeiro doméstico iniciou o pregão desta quinta-feira em forte compasso de desvalorização. O Ibovespa opera em retração, oscilando ao redor do patamar dos 204 mil pontos, pressionado pela repercussão das recentes decisões em Brasília, pelo cenário eleitoral indefinido e pelo avanço do dólar comercial, negociado na casa de R$ 5,06.

Ambiente político e a aprovação do fim da jornada 6×1

O foco dos agentes econômicos se voltou para o Congresso Nacional após o Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. O texto estabelece o limite máximo de 40 horas de trabalho semanais sem redução salarial e segue para promulgação, marcando uma bandeira central da gestão governamental.

Ao mesmo tempo, as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial adicionam volatilidade ao pregão. O levantamento divulgado pela Quaest apontou um cenário de empate técnico, com Flávio Bolsonaro (PL) registrando 46% das intenções frente a 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto a indefinição eleitoral persiste, investidores também monitoram a divulgação iminente de novos números pelo Datafolha.

Atividade interna fraca e deterioração das contas públicas

No front macroeconômico, as vendas do comércio varejista restrito subiram apenas 0,1% em agosto frente a julho, desempenho bem inferior às estimativas do consenso de mercado, que projetavam alta de 0,7%. O varejo ampliado recuou 0,2% no mesmo intervalo, reforçando uma desaceleração contínua da atividade produtiva.

A percepção de fraqueza nos fundamentos foi agravada pela pesquisa Prisma Fiscal divulgada pelo Ministério da Fazenda. O levantamento revelou que os analistas elevaram a projeção do déficit primário do governo central em 2026 para R$ 53,048 bilhões. A dívida bruta estimada para o mesmo ano também sofreu revisão para cima, alcançando 83,40% do Produto Interno Bruto.

Pressão inflacionária nos Estados Unidos e bolsas globais

No exterior, a aversão ao risco também impacta os negócios. A sessão começou com perdas expressivas no setor de tecnologia na Ásia e abertura mista em Nova York, reflexo de indicadores que mostram persistência da inflação norte-americana. O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 1,3% em setembro ante o mês anterior, muito além do consenso de 0,6%.

“O relatório do PPI de hoje, após o CPI de ontem, confirma que a inflação está piorando à medida que os preços da energia permanecem altos”, disse à CNBC David Russell, chefe global de estratégia de mercado da TradeStation. “Com ou sem eleições, os preços estão subindo e o Fed pode ser forçado a agir”.

A combinação entre incertezas sobre a postura monetária do Federal Reserve, o enfraquecimento dos dados setoriais no Brasil e o aumento do risco político mantém a ponta compradora retraída na B3, com os juros futuros em movimento de ajuste e ações de peso relevante, como petroleiras e grandes bancos, operando predominantemente em território negativo.

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