Axia Energia reverte prejuízo e lucra R$ 1,1 bilhão no 3º tri

Axia Energia reverte prejuízo e lucra R$ 1,1 bi no 3º tri

Mercados

A Axia Energia registrou um lucro líquido de R$ 1,11 bilhão no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 5,45 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (4).

Entre julho e setembro, o Ebitda regulatório ajustado da companhia atingiu R$ 6,92 bilhões, o que representa um crescimento de 8,4% na comparação anual. No mesmo intervalo, a receita operacional líquida regulatória teve alta de 0,9%, alcançando R$ 10,03 bilhões.

O desempenho veio abaixo da expectativa média de analistas consultados pela LSEG, que projetavam um lucro de R$ 1,5 bilhão e Ebitda de R$ 7 bilhões para a Axia no intervalo.

Investimentos e privatização

Os aportes financeiros da empresa somaram R$ 2,86 bilhões no trimestre, avançando 5,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O fortalecimento na capacidade de investimentos foi uma das justificativas apresentadas pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para a desestatização da companhia, viabilizada por meio de lei aprovada no Congresso Nacional com uma série de jabutis em 2022.

Apesar da privatização, o governo brasileiro continua sendo um acionista relevante da Axia, detendo 40% do capital total, somando a participação de bancos públicos e fundos de pensão de estatais. Contudo, o Executivo federal também se submete ao teto de 10% no direito de voto durante as assembleias, limite estabelecido para qualquer acionista.

Cabe destacar que, no acumulado do primeiro semestre, a Axia já havia registrado lucro de R$ 3,8 bilhões, superando igualmente o resultado negativo do mesmo período do ano passado.

Mudança na liderança

Atualmente, a companhia se movimenta para realizar uma transição no comando. Os trâmites para a sucessão do atual presidente, Ivan Monteiro — que permanece na função até a conclusão de seu mandato vigente, em abril de 2027 —, já foram iniciados.

Ivan Monteiro assumiu a então Eletrobras em agosto de 2022, imediatamente após a efetivação da privatização da empresa. Com trajetória consolidada no Banco do Brasil e ex-presidência da Petrobras durante a gestão de Michel Temer, ele foi o executivo encarregado de conduzir a mudança da marca para Axia.

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