A dívida bruta do governo geral atingiu 82,9% do PIB em setembro de 2026, somando R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O montante representa um avanço de 4,3 pontos percentuais em comparação ao patamar verificado no início do ano. Diante desse cenário, projeções recentes indicam que o ajuste primário necessário para estabilizar o indicador precisa ser de, no mínimo, 3 pontos percentuais do PIB.
O dilema central reside em definir quem arcará com o peso dessa conta. Um direcionamento focado em aposentados de baixa renda e beneficiários de programas sociais imporia sacrifícios severos às famílias mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que manteria intactas renúncias fiscais e subsídios voltados às parcelas mais ricas da população.
Um plano com essa configuração dificilmente passaria pelo crivo do Congresso Nacional e teria ainda menos chances de resistir ao longo dos múltiplos mandatos presidenciais exigidos para concluir o processo de reequilíbrio fiscal.
Alternativas para cortar despesas
Uma pesquisa de autoria própria, com financiamento da Sarpen Quant Investments e divulgação prevista para os próximos dias, demonstra que é viável desenhar um ajuste próximo de 3% do PIB por meio de
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
