A evolução tecnológica no setor automotivo tem transformado componentes tradicionais em ferramentas essenciais de economia e segurança, uma tendência que a Dunlop vem liderando com o desenvolvimento de novas soluções inteligentes. Deixando de ser tratado apenas como um item comum de reposição mecânica, o pneu assume agora uma função central na rentabilidade operacional e na segurança ativa, integrando-se diretamente aos sistemas embarcados dos veículos para elevar a eficiência energética nas estradas.
Para alcançar esse patamar, a fabricante implementa soluções químicas adaptativas e ferramentas de monitoramento digital, redefinindo completamente o papel do composto de rodagem tanto para motoristas particulares quanto para a gestão profissional de frotas.
Borracha adaptativa e conectividade digital
Acreditando que a mobilidade moderna é essencialmente digital, a marca aplicou essa filosofia em seus produtos por meio da tecnologia Sensing Core. O sistema funciona coletando informações em tempo real sobre a pressão, o desgaste e as condições da pista, sem a exigência de qualquer hardware adicional. Para detalhar o funcionamento dessa inovação, executivos da área explicaram os diferenciais da ferramenta.
“Então ‘vira um Waze’ para melhor rota em relação à segurança, inclusive. E ele não é algo que se coloca no pneu, ele é basicamente colocado no computador do próprio veículo”, explicou. “É algo bem avançado tecnologicamente, já que você não precisa, necessariamente, ter um sensor adicional no veículo, já que isso gera mais manutenção, mais problemas”, acrescentou Torres.
Outro destaque tecnológico é o Active Tread, conhecido como o segredo por trás dos chamados “pneus mutantes”. Desenvolvidos com compostos químicos inteligentes, esses modelos reagem instantaneamente ao entrarem em contato com o asfalto frio ou molhado, modificando sua estrutura em nível molecular.
Planos de expansão para o mercado
A inovação estreou oficialmente no Japão em 2024, mas sua chegada aos veículos que circulam em território brasileiro ainda não tem uma data definida, dependendo de futuras demandas do mercado nacional.
“Então, a gente tem sim um plano de expansão, só que nesse momento não faz sentido para o Brasil pela questão dos switches , como eu comentei, as alterações, serem coisas que nosso pneu hoje já consegue ter uma boa adequação, vamos assim dizer. Eu creio que ele vai fazer um sentido muito relevante para o nosso mercado, quando tiver essa adequação de terrenos. Aí sim vai ser algo que a gente vai precisar pensar em como vai ser aplicado em nosso território”, finalizou.
Enquanto isso, novos compostos continuam sendo testados rigorosamente no Brasil e no Japão, com a promessa de entregar quase 5% de economia diretamente no tanque de combustível.
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