Cemitérios sob concessão de São Paulo têm mato alto, túmulos quebrados e banheiros sujos

Cemitérios privatizados em São Paulo sofrem com abandono

Brasil

Os cemitérios administrados pela iniciativa privada na capital paulista exibem um quadro de quase abandono, marcado por sepulturas violadas, vegetação excessiva, banheiros imundos desprovidos de água e sabão, ruas esburacadas e acúmulo de detritos.

Essa deterioração prejudica o trânsito dos visitantes, a identificação das sepulturas e os serviços básicos disponibilizados aos cidadãos. Além disso, os frequentadores ficam vulneráveis a abordagens informais de guardadores de carros e à insistente venda comercial de planos funerários nas proximidades dos velórios.

No ano de 2023, o sistema público, composto por 22 cemitérios municipais e o crematório Vila Alpina, foi repassado por um prazo de 25 anos, com vigência até 2048, a quatro grupos empresariais: Consolare, Cortel, Grupo Maya e Velar.

Os acordos de concessão determinam que as companhias mantenham as áreas coletivas e os setores limpos com a grama cortada, assegurem banheiros limpos e sem cobrança com água e papel, conservem as calçadas e ruas pavimentadas, coloquem placas de orientação visíveis e providenciem segurança patrimonial atuante.

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