O circuito de Interlagos tem se consolidado como palco de grandes atuações para Lando Norris, da McLaren, e Max Verstappen, da Red Bull, que dividiram o pódio do GP de São Paulo nas edições de 2025 e 2026. Para ambos os competidores, o traçado brasileiro potencializa grandes exibições, mesmo sob condições de pista molhada.
“Essa pista sempre foi boa para mim desde que comecei a correr aqui. Gosto de vir para cá. Às vezes, simplesmente me adapto de maneira mais natural a algumas pistas com relação a outras”, declarou Norris após conquistar a vitória no autódromo paulistano.
O piloto britânico garantiu a pole position nas temporadas de 2024, 2025 e 2026, além de faturar o primeiro lugar na prova de São Paulo nos últimos dois anos.
O fator climático em Interlagos
A imprevisibilidade do tempo é uma das marcas registradas da etapa brasileira. Realizada no mês de novembro, a prova frequentemente registra pancadas de chuva na região do autódromo.
Durante o final de semana da corrida, o tempo permaneceu instável com asfalto molhado. Já no encerramento da sessão classificatória, realizada no sábado (7), as previsões indicavam uma disputa sob forte chuva. Com a garoa persistente desde a manhã de domingo, todas as equipes optaram por iniciar a prova com compostos para piso molhado. No entanto, a precipitação intensa só desabou na 60ª volta.
Recuperações históricas no grid
Largando na 21ª colocação após sofrer punições por trocas de componentes no motor, o holandês Max Verstappen realizou uma impressionante escalada no pelotão para cruzar a linha de chegada na segunda posição, repetindo o ímpeto demonstrado nas duas edições anteriores. Em 2024, ele partiu do 17º lugar para vencer a corrida. No ano passado, saindo da 19ª posição, também avançou pelo grid para figurar entre os três melhores.
“A pista permite utilizar diferentes traçados, o que considero ótimo, porque realmente ajuda nas corridas. É um bom circuito tanto no seco quanto no molhado, e isso também cria mais oportunidades de ultrapassagem”, afirmou Verstappen.
Estratégia e maturidade na pista
Para Norris, a bagagem acumulada na categoria máxima do automobilismo é fundamental para lidar com os imprevistos ao longo do campeonato. Comentando sobre seu ritmo, o britânico admitiu que nem sempre dispôs de um bólido com comportamento ideal, mas ressaltou que a experiência na Fórmula 1 contribui para escolhas mais ponderadas durante a disputa, sabendo exatamente “quando não vale a pena arriscar demais”.
“Na maior parte da prova, não foi uma corrida fácil para mim, especialmente por causa do carro. Mesmo assim, conseguimos um bom resultado. Nosso objetivo era somar pontos e conquistamos uma boa quantidade”, pontuou o representante da McLaren.
Ao relatar o início do evento, Verstappen revelou que sua percepção inicial foi de confiança. “Eu saí dizendo que tínhamos pouquíssima aderência. Havia alguns carros na pista e pensei: ‘não, acho que a gente tem muita aderência, na verdade’. Então eu soube que o equilíbrio que a gente tinha estava ali, e isso também apareceu nas primeiras voltas.”
Apesar da queda no ritmo do carro após o primeiro terço da disputa, o holofote positivo no começo garantiu o segundo lugar no pódio. “Fico feliz em marcar uma boa quantidade de pontos para a equipe. Precisamos disso também pelo campeonato de construtores. Agora isso nos prepara para um bom final de temporada, em que ainda podemos aprender muito sobre o carro e aplicar isso no carro do ano que vem”, concluiu.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
