O Windows 11 recebeu atualizações focadas no gerenciamento de processos nativos que tornaram o sistema operacional até 20% mais veloz. A informação foi confirmada pela Microsoft nesta quinta-feira (15), destacando que o ganho em agilidade e fluidez contempla com maior ênfase os computadores equipados com configurações mais modestas, como aqueles que possuem 8 GB de memória RAM.
A promessa de aprimorar a distribuição de recursos da plataforma havia sido feita pela companhia em agosto deste ano, com atenção dedicada aos dispositivos de hardware limitado. De acordo com Navjot Virk, vice-presidente corporativa da divisão Windows Experiences, as alterações implementadas priorizam a entrega de desempenho direto para as ações em execução ativa pelo usuário.
Segundo a executiva, a maior agilidade pode ser notada imediatamente na inicialização da máquina. Para comprovar a evolução, a Microsoft comparou o desempenho da versão 26200.7628 com a compilação mais recente, de número 26300.9550, avaliando o tempo de resposta em ferramentas fundamentais como o Explorador de Arquivos, a Pesquisa, o menu de contexto, as Configurações e a Ferramenta de Captura.
“Aprimoramos o gerenciamento de memória e a eficiência de todo o Windows, garantindo que uma parcela maior dos recursos do seu PC permaneça dedicada às tarefas que você está realizando no momento”, disse a executiva. “Esse esforço pode ser especialmente significativo em PCs com 8 GB de memória. O Windows agora consegue manter até 2 GB a mais de dados ativos na memória, em vez de transferi-los para um armazenamento mais lento; isso ajuda o PC a manter a agilidade mesmo quando você abre mais aplicativos ou abas no navegador”, continuou.
Ajustes em segundo plano e foco em estabilidade
Outra mudança prática voltada para sistemas com 8 GB ou menos de RAM envolve os widgets. O recurso deixou de ser carregado automaticamente em segundo plano e passa a ser ativado apenas quando aberto pelo usuário, o que libera mais de 200 MB de memória para outros aplicativos e tarefas prioritárias.
Essa série de revisões faz parte de uma estratégia contínua da Microsoft para amenizar o descontentamento do público em relação ao Windows 11. Desde a sua estreia, o sistema operacional vinha recebendo queixas recorrentes de lentidão, falhas estruturais e carência de opções de personalização.
Embora o ecossistema já conte com correções recentes — como melhorias no aplicativo Fotos, menor destaque forçado para recursos nativos de inteligência artificial e a possibilidade de reposicionar a Barra de Tarefas —, os avanços de desempenho e infraestrutura divulgados pela empresa ainda aguardam a validação por testes independentes de benchmark.
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