Castlevania: Belmont's Curse entrega uma das melhores experiências do ano com um banho de nostalgia

Castlevania: Belmont’s Curse resgata a franquia com maestria

Tecnologia

O ano de 2026 tem se consolidado como um período marcante para o ressurgimento de franquias clássicas dos videogames. Após o retorno triunfal de Onimusha pela Capcom em setembro, a Konami reafirma sua nova fase ao resgatar seu vasto catálogo histórico com Castlevania: Belmont’s Curse. Desenvolvido em parceria com a Evil Empire, estúdio aclamado por seu trabalho em Dead Cells, o título quebra um hiato de mais de 12 anos desde Castlevania: Lords of Shadow 2 e resgata a lendária série de caça aos vampiros em grande estilo.

O novo lançamento atualiza a tradicional estrutura dos “Igavanias” sem abrir mão do peso nostálgico inerente ao clã Belmont. No centro da narrativa está Rose Belmont, apresentada como uma guerreira destemida e carismática. A campanha oferece múltiplos desfechos: enquanto a rota para o final ruim pode ser concluída em menos de seis horas, alcançar o final bom ou o verdadeiro exige facilmente mais de 12 horas de exploração aprofundada.

Dinamismo, exploração e combate refinado

O grande trunfo do jogo reside em sua fluidez e ritmo acelerado. Com ampla experiência em produções bidimensionais, a Evil Empire desenhou um mapa inteligente e inimigos que premiam a agressividade do jogador. As sessões de plataforma demandam reflexos e precisão, recompensando a superação de trechos desafiadores com itens e baús valiosos, além de arenas que bloqueiam a passagem até a eliminação das ameaças.

Para dar sustentação à mobilidade veloz, o sistema de combate apresenta alta versatilidade. Embora o reaproveitamento de inimigos com variações de cores marque presença, o recurso dos Arcanos e a diversidade bélica evitam a monotonia. Cada chefe vencido corresponde a uma carta de Tarô, que concede magias poderosas a Rose para facilitar os confrontos seguintes. Além do poder mágico, a heroína dispõe de um amplo arsenal que engloba chicotes, lanças, espadas e outros tipos de armamentos, todos com três variações distintas por categoria.

Confrontos épicos e raízes familiares

As batalhas contra chefes entregam espetáculos visuais repletos de efeitos impactantes, com destaque especial para o confronto flamejante contra Joana d’Arc. Como manda a tradição do gênero, derrotar esses antagonistas garante tanto feitiços inéditos quanto novas habilidades essenciais para alcançar áreas antes inacessíveis do cenário.

O enredo, por sua vez, foca na linhagem dos caçadores. Rose parte para Paris ao lado de seu lendário pai, Trevor Belmont, com a missão de combater uma força maligna oculta que assola a humanidade. Mesmo apostando em uma premissa narrativa direta, a trama entrega momentos marcantes e reviravoltas pontuais bem executadas.

O único ponto de ressalva reside em aspectos visuais específicos. Apesar da sólida direção de arte, algumas animações em cutscenes, elementos de fundo e texturas em cenários sofrem com uma aparente baixa resolução, conferindo um aspecto borrado à imagem. O detalhe estético incomoda aos olhos mais atentos, mas não chega a ofuscar a experiência envolvente e o alto nível de diversão proporcionado pelo retorno da franquia.

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