Em 16 de outubro de 1975, a Nasa colocava em órbita o primeiro satélite da série GOES (sigla em inglês para Satélite Ambiental Operacional Geoestacionário). Conduzida em parceria com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a missão GOES-A — rebatizada de GOES-1 assim que iniciou suas operações — abriu caminho para uma nova era no acompanhamento do clima global a partir do espaço.
O artefato foi impulsionado por um foguete Delta a partir da plataforma 17A, na base de Cabo Canaveral, na Flórida. Projetado para atuar em órbita geoestacionária — acompanhando a rotação da Terra e mantendo-se posicionado sempre sobre a mesma região, na época cobrindo o Oceano Índico —, o satélite enviou seu primeiro registro fotográfico em 25 de outubro de 1975, apenas nove dias após o lançamento.
Um salto na previsão do tempo
Hoje, informações meteorológicas detalhadas estão facilmente acessíveis na tela de qualquer smartphone, mas o cenário era completamente diferente na década de 1970. De acordo com a NOAA, o GOES-1 “deu aos meteorologistas sua primeira visão quase em tempo real das condições atmosféricas a partir de um local fixo”.
Para cumprir sua missão, o satélite contava com o Radiômetro de Varredura por Rotação Visível e Infravermelho (VISSR, na sigla original), instrumento capaz de registrar observações tanto durante o dia quanto à noite para rastrear formações de nuvens e temperaturas na superfície. Embora estabilizado por rotação e capaz de monitorar a Terra em apenas 10% do tempo, o aparelho forneceu os dados mais avançados disponíveis para os meteorologistas de sua época.
Evolução e legado contínuo
O GOES-1 permaneceu ativo por quase uma década, sendo oficialmente desativado em 7 de março de 1985. Ao longo de sua operação, a frota recebeu o reforço de outros cinco sucessores: GOES 2, 3, 4, 5 e 6.
Segundo a NOAA, “por 50 anos, os dados do GOES têm sido a espinha dorsal das previsões de curto prazo e dos alertas de clima severo e riscos ambientais no Hemisfério Ocidental, além de previsões e avisos sobre perigos do clima espacial”. A agência complementa afirmando que “cada geração sucessiva do GOES trouxe melhorias e novas capacidades para monitorar nossa parte do mundo”.
A evolução da linha continua até os dias atuais. Em 2016, uma nova geração de equipamentos teve início com o GOES-R. Desde então, outros três modelos foram enviados ao espaço, culminando no lançamento do satélite meteorológico GOES-U, realizado em 2024.
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