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Flávio Bolsonaro é investigado por elo com fraude bancária

Curiosidades

O Supremo Tribunal Federal (STF) revelou, no dia 11 de setembro, que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro é alvo de um inquérito conduzido pela Polícia Federal. A apuração se concentra em suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos conexos, relacionados à captação de recursos para a produção de Dark Horse, obra cinematográfica que retrata a biografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O centro das atenções recai sobre a solicitação de R$ 134 milhões feita por Flávio a Daniel Vorcaro, a quem o parlamentar tratava publicamente como “irmão”. À frente do Banco Master, Vorcaro é apontado como o articulador do que especialistas consideram a maior fraude bancária já registrada no Brasil, baseada na captação de bilhões de reais de fundos de previdência de servidores públicos.

Reapximação estratégica e histórico controverso

Embora tenha iniciado sua corrida ao Palácio do Planalto tentando demarcar distância da imagem paterna, Flávio consolidou uma postura que resgata a marca registrada da família: o alinhamento com figuras polêmicas.

A memória recente do governo anterior ilustra bem esse perfil de alianças. Durante o mandato de Jair Bolsonaro, a Esplanada dos Ministérios abrigou nomes como Abraham Weintraub, chefe da Educação que promoveu um bloqueio de 30% nas verbas de universidades federais acusadas de promover “balbúrdia”. Na pasta do Meio Ambiente, Ricardo Salles colocava em dúvida o papel da atividade humana nas mudanças climáticas. Já na Saúde, durante o auge da crise sanitária, o general Eduardo Pazuello esteve à frente da criação de uma plataforma digital para recomendar medicamentos desprovidos de eficácia científica comprovada.

O papel de Jair Bolsonaro na campanha

Mesmo que o desenho de um eventual ministério de Flávio permaneça incerto, a presença de Jair é tratada como ponto central. O plano prevê que o pai suba a rampa presidencial ao seu lado para transferir a faixa de chefe do Executivo. Embora tenha garantido que não nomeará o ex-presidente para nenhum cargo na administração pública, o senador faz questão de assegurar a proximidade entre os dois.

“Será eternamente o meu professor, é o meu conselheiro, para quem eu sempre vou perguntar alguma coisa”, declarou o pré-candidato durante entrevista coletiva.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, decorrente dos desdobramentos de sua derrota no pleito anterior. Diante desse cenário, uma vitória do filho abre caminho direto para um eventual decreto de indulto presidencial.

O legado científico e ambiental em debate

A influência do ex-presidente desperta alertas imediatos em setores estratégicos como ciência, saúde e sustentabilidade, áreas altamente dependentes do orçamento público. A gestão anterior colecionou retrocessos sensíveis: a realização do Censo Demográfico do IBGE quase foi inviabilizada pela falta de verbas, os investimentos em pesquisa sofreram cortes severos e a taxa média anual de desmatamento na Amazônia avançou 75,5% em comparação com a década antecedente, além do questionado manejo da pandemia de covid-19.

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