Em programa eleitoral, Flávio fala em desonerar folha para compensar fim da 6×1

Flávio propõe desoneração para compensar fim da escala 6×1

Economia

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utilizou seu espaço no programa eleitoral desta sexta-feira (16) para apresentar uma alternativa aos empresários diante da extinção da escala 6×1. Caso vença a disputa pelo Palácio do Planalto, o postulante assegurou que vai aplicar a desoneração da folha de pagamento para mitigar os impactos financeiros da mudança trabalhista sobre o setor produtivo.

A promessa foi veiculada em um comercial de 30 segundos, sem a apresentação de detalhes técnicos ou prazos para a execução da medida: “Nosso governo vai compensar a diferença cortando impostos, baixando juros e desonerando a folha. O Brasil vai prosperar e você vai ter mais tempo para a sua família”, declarou o candidato.

A pauta tributária já havia sido mencionada anteriormente por Flávio. Em transmissão semanal realizada no YouTube em 20 de agosto, ele falou sobre implementar uma “desoneração da folha de pagamento de forma progressiva”. Durante a transmissão, o parlamentar chegou a pedir esclarecimentos à responsável pelo seu plano econômico, Daniella Marques, sobre como a regra operaria na prática, mas ela não deu explicações.

Mudança de posicionamento

A aparição no rádio e na televisão serviu também para consolidar o alinhamento de Flávio ao encerramento da jornada 6×1. O projeto, no entanto, enfrentava resistência do próprio candidato, que passou a apoiá-lo na reta final diante de possíveis prejuízos políticos e eleitorais.

Na gravação exibida aos eleitores, a voz de uma narradora destaca: “Flávio vota a favor do fim da escala 6×1 a favor do trabalhador”.

Logo depois, o próprio Flávio complementa a mensagem: “Eu rodei o Brasil todo com o fim dos trabalhadores e sei da necessidade de mais um dia de descanso. Por isso, votamos sim pelo fim da escala 6×1. A nossa proposta é você trabalhar um dia a menos sem perder o salário”.

Originalmente, o representante do PL apontava a proposta de emenda à Constituição (PEC) como “oportunista” e sugeria, como alternativa, a adoção de um sistema de remuneração baseado em horas trabalhadas.

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