A Coreia do Norte inaugurou um novo museu dedicado à defesa para exibir ao mundo seu poderoso arsenal militar, que se desenvolveu fortemente nos últimos anos sob a liderança de Kim Jong-un. A iniciativa ocorre em meio à intensificação de testes de mísseis e ao aumento das tensões na fronteira com a Coreia do Sul.
O principal destaque do espaço é o míssil Hwaseong-20, apontado teoricamente como capaz de alcançar o território dos Estados Unidos. O artefato está em exibição lado a lado com tanques e outras variações de mísseis.
Além do apelo simbólico para eternizar os avanços bélicos e nucleares da gestão atual na história oficial do país — herança da qual o governo não pretende abrir mão —, o local também pode atuar como uma vitrine permanente voltada a potenciais compradores, com destaque para os russos. Atualmente, armamentos norte-coreanos já são empregados de maneira regular pelas forças da Rússia na Ucrânia.
Multiplicação dos testes de mísseis
Nos últimos dias, o regime intensificou as avaliações de seu armamento. No início de outubro, testou dois projéteis classificados como hipersônicos, capazes de superar em mais de cinco vezes a velocidade do som e, por conseguinte, apresentar maior dificuldade para interceptação.
Posteriormente, na segunda-feira (12), o país disparou uma série de mísseis menores como retaliação a um teste de caráter hipersônico efetuado pela Coreia do Sul.
O lançamento mais recente aconteceu dois dias depois, consistindo em um míssil balístico lançado a partir do mar, possivelmente de um submarino ou de uma estrutura submersa. Embora a administração estatal não tenha especificado a origem exata do disparo, destacou que o equipamento tem capacidade para portar uma ogiva nuclear.
A intenção central é evidenciar que a nação possui plenas condições de atacar seus oponentes a variadas distâncias, por múltiplos meios e, primordialmente, partindo de diversos locais.
Exibição de força antes de cúpula na China
Essa escalada de testes possui uma dupla finalidade. A primeira é demonstrar poder em um cenário de atritos crescentes entre os dois países vizinhos, agravados após a explosão de uma mina norte-coreana que feriu três soldados sul-coreanos na divisa.
A segunda motivação consiste em destacar a relevância da Coreia do Norte antes da realização da cúpula da APEC, agendada para novembro na China.
O evento contará com a presença prevista de chefes de Estado da China, Coreia do Sul e Estados Unidos. Donald Trump já sinalizou em diversas oportunidades o interesse em realizar um encontro com Kim Jong-un, cenário que poderá se concretizar caso o líder norte-coreano receba um convite para a cúpula.
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