Chandon Brasil prepara sucessão na enologia para 2027

Chandon Brasil define troca na liderança da enologia para 2027

Gastronomia

A Chandon Brasil oficializou que Bruno Munhoz comandará o setor de enologia da vinícola a partir da vindima de 2027. O enólogo brasileiro vai substituir o francês Philippe Mével, figura central na consolidação e no avanço dos espumantes da casa no país. A revelação ocorreu para um grupo seleto de jornalistas em um jantar exclusivo organizado entre os tanques da propriedade localizada em Garibaldi, na Serra Gaúcha.

Formação e trajetória de Bruno Munhoz

Com diploma de técnico em Agropecuária e graduação em engenharia-agrônoma pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Munhoz aprimorou sua bagagem acadêmica na França. Em Montpellier, cursou o mestrado em Viticultura, Enologia e Gestão de Vinícolas amparado pelo programa de excelência acadêmica Eiffel. Mais tarde, em 2020, obteve o Diploma Nacional de Enólogo francês concedido pelo Institut des Hautes Études de la Vigne et du Vin.

Dentro da Chandon Brasil desde 2022 em cargo gerencial, Munhoz tem atuação direta na criação dos espumantes. A vivência prática na companhia, aliada ao seu preparo internacional, confere a ele capacidade para liderar a produção, manter a essência dos produtos e investigar novos horizontes para a vitivinicultura nacional. Ele terá ao seu lado um time veterano, que conta com Eugenio Barbieri, engenheiro-agrônomo com 26 anos de casa e que seguirá em suas atividades habituais.

O legado de Philippe Mével

Por sua vez, Philippe Mével desembarcou no Brasil em 1990, vindo da Moët & Chandon. Graduado em Engenharia Agronômica na França com ênfase em Viticultura e Enologia, ele dedicou mais de trinta anos à estrutura brasileira, testemunhando o progresso dos campos, dos métodos de fabricação e da assinatura dos espumantes da marca.

Deste momento em diante, a bagagem de Mével ganha alcance mundial. O enólogo integrará as iniciativas internacionais da Chandon, colaborando com as cinco bases produtoras da grife espalhadas pelo planeta. Suas novas obrigações abrangerão programas de inovação, troca de experiências técnicas e evolução enológica.

A transição marca uma nova fase para ambos os profissionais. Enquanto Mével expande sua contribuição para fora do território brasileiro, Munhoz ganha espaço para aplicar sua perspectiva particular na fabricação da Chandon, preservando o legado consolidado ao longo de décadas na Serra Gaúcha.

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