Com uma trajetória de mais de 20 anos como jornalista de ciência e tecnologia, a nova responsável pela revista impressa do MIT Technology Review assumiu o cargo na última primavera do hemisfério norte. O convite para a apresentação veio do editor-chefe Mat Honan, marcando o início de uma nova fase na publicação.
Nos últimos números, os leitores já puderam notar transformações sutis, como o retorno de listas regulares e infográficos. No entanto, a principal mudança envolve dar espaço para a experimentação e para uma postura mais ousada diante de conceitos futuristas e desafiadores.
O foco da edição de encerramento de 2026 é examinar ideias tidas como impossíveis. O objetivo é resgatar o entusiasmo por temas como morar na lua ou fazer o upload de cérebros, além de destacar o trabalho de cientistas e engenheiros dedicados a projetos complexos, a exemplo da criação de sangue sintético e da decodificação da fala de animais.
A proposta central é utilizar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico para tornar a vida mais segura, saudável e agradável, além de encontrar soluções para corrigir problemas causados pelo próprio homem, como poluição por substâncias químicas duradouras, acidentes de trânsito e riscos associados a inteligências artificiais.
Antes de integrar a equipe da publicação, a editora liderou por três anos um boletim informativo focado em ações individuais contra a crise climática. A experiência reforçou a convicção de que focar nas limitações apenas amplia os desafios, inspirando o apoio àqueles que ousam tentar o impossível.
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