Cosan, Rumo, WEG, Petrobras, Equatorial e mais ações para acompanhar hoje

Radar corporativo: Cosan encerra negociações da Rumo e balanços do 3T26

Economia

O noticiário corporativo desta quarta-feira (21) agita o mercado financeiro com a divulgação de novos balanços financeiros, atualizações sobre participações acionárias e movimentações estratégicas de grandes companhias listadas na bolsa. Entre os destaques, a Cosan anunciou o encerramento de conversas para a venda da Rumo, enquanto o setor elétrico e industrial traz os primeiros números do terceiro trimestre.

Resultados trimestrais e balanços

A Neoenergia (NEOE3) registrou EBITDA de R$ 3,58 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA caixa avançou 12%, para R$ 3,15 bilhões, enquanto o lucro líquido atribuído aos controladores cresceu 27%, para R$ 1,18 bilhão.

Por sua vez, a Romi (ROMI3) disse na noite de terça-feira que o lucro líquido para o terceiro trimestre de 2026 totalizou R$ 42,7 milhões, representando um aumento de 56,1% em comparação ao ano anterior, conforme comunicado ao mercado. Já o lucro líquido ajustado caiu 74,6% em comparação ao ano anterior, para R$ 7,0 milhões.

Em outra ponta, a Gafisa (GFSA3) comunicou na noite de terça-feira que adiou a divulgação dos seus resultados do segundo trimestre de 2026 para o dia 23 de outubro, com a teleconferência de resultados no dia 26 de outubro.

Negócios e decisões estratégicas

A Cosan (CSAN3) informou que conduziu uma negociação em regime de exclusividade com potenciais investidores interessados em sua participação na Rumo (RAIL3) mas não atingiu qualquer acordo para alienação de sua parcela.

Enquanto isso, a Petrobras (PETR4) afirmou nesta terça-feira que avalia positivamente a decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de postergar para 19 de novembro a realização da audiência pública sobre o Programa de Redução da Concentração no Mercado de Gás Natural (Gas Release).

No segmento de crédito, a agência de classificação de risco S&P reduziu nesta terça-feira a nota de crédito da CSN de ‘B’ para ‘B-‘, definindo a perspectiva como negativa, o que implica em potenciais novos cortes nos próximos meses.

Movimentações acionárias e dividendos

A BlackRock informou a redução de sua participação acionária na Equatorial, passando a deter 9,740% das ações ordinárias da companhia.

No caso da Helbor (HBOR3), o conselho de administração recomendou a aceitação, pelos acionistas, da oferta pública de permuta lançada pela HBR Realty para aquisição do controle da companhia e cancelamento de seu registro de companhia aberta, com saída do Novo Mercado da B3. A recomendação foi aprovada por unanimidade, com abstenção de Henrique e Henry Borenstein.

A C&A informou que realizará o resgate antecipado facultativo da totalidade das debêntures de sua terceira emissão. O comunicado não detalha, no trecho enviado, a data e as condições financeiras do resgate.

A Gerdau informou ter recebido da T. Rowe Price Associates comunicação sobre a redução de sua participação acionária. O trecho enviado não especifica o percentual atualizado da posição do investidor.

Já a Orbis Investment Management informou que passou a deter 43.574.016 ações ordinárias da PRIO, equivalentes a 4,99% do capital social da companhia. Segundo o investidor, as operações não têm como objetivo alterar o controle ou a estrutura administrativa da empresa.

Em proventos, a Iguatemi atualizou os valores por ação da quarta e última parcela de dividendos antecipados, no montante de R$ 50 milhões, com pagamento previsto para 29 de outubro de 2026. O valor será de R$ 0,1689 por unit (IGTI11), R$ 0,0241 por ação ordinária e R$ 0,0724 por ação preferencial. A companhia informou que os R$ 150 milhões restantes, equivalentes a 75% do total de R$ 200 milhões distribuídos antecipadamente, já foram pagos em março, abril e julho deste ano.

Por fim, a Azul (AZUL3) informou que a American Airlines exerceu a totalidade dos bônus de subscrição de ações ordinárias da companhia que detinha. A operação, junto ao exercício de bônus por outros investidores, resultou em um aumento de capital de R$ 512,8 milhões.

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