Os contratos de mini-índice (WINZ26), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (21/10) em queda de 1,73%, aos 209.460 pontos. Os ativos refletiram o recuo de 0,86% do Ibovespa, que fechou aos 206.495,23 pontos, após a pesquisa Quaest indicar Flávio Bolsonaro com 45% e Lula com 44%, o que acabou por ampliar a cautela eleitoral no mercado financeiro brasileiro.
Na B3, papéis como WEG (WEGE3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3; PETR4) e as empresas de varejo pressionaram o índice para baixo, ao passo que as ações do setor bancário registraram oscilações. No cenário externo, Wall Street avançou impulsionada pelos balanços do terceiro trimestre, mas o desempenho positivo em Nova York não foi suficiente para evitar a correção na Bolsa brasileira.
Para os traders de mini-índice, as atenções estarão voltadas para a pesquisa Datafolha e para a volatilidade típica dos dois últimos pregões que antecedem o segundo turno. Na ausência de indicadores econômicos de peso na agenda, o comportamento de Vale, Petrobras, bancos e varejistas, somado à expectativa em torno do balanço do Bradesco (BBDC4), servirá de termômetro para definir se o contrato encontrará sustentação ou se ampliará o movimento de realização. Além disso, a temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos poderá influenciar diretamente o apetite por risco dos investidores.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o WINZ26 encerrou a última sessão em baixa e posicionado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração técnica reforça a pressão vendedora no curto prazo e mantém em aberto a perspectiva de continuidade da correção.
Para que o mini-índice prolongue o movimento de baixa, será necessária a perda da faixa compreendida entre 209.460 e 208.520 pontos. O rompimento desse intervalo tem potencial para intensificar o fluxo vendedor, conduzindo o contrato na direção dos patamares de 208.170 a 207.720 pontos. Em um cenário de correção mais extensa, o alvo projetado fica na região de 207.235 a 206.100 pontos.
Por outro lado, para retomar a trajetória de alta, o ativo precisará superar inicialmente a resistência situada em 210.255 a 210.670 pontos. Superada essa faixa, há espaço técnico para uma recuperação em direção aos 211.355 e 211.895 pontos, com o objetivo mais longo desse movimento posicionado entre 213.260 e 214.070 pontos.
Comportamento no gráfico diário
No gráfico diário, o mini-índice encerrou a sessão no campo negativo, interrompendo o impulso comprador que vinha sendo observado. Apesar dessa correção, o contrato segue negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que preserva, ao menos por enquanto, a estrutura principal de alta.
Para reatar com o fluxo positivo, o WINZ26 precisará romper a região de resistência localizada entre 213.260 e 215.685 pontos. Caso essa quebra se confirme, os próximos objetivos gráficos estarão nas faixas de 218.825 a 221.400 pontos.
Na contramão, os suportes a serem monitorados ficam entre 207.235 e 204.770 pontos. O perdimento dessa região poderá aprofundar o movimento de baixa, abrindo caminho para quedas até os patamares de 198.215 a 192.730 pontos.
Vale destacar que o Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 61,68, situando-se ainda em uma zona neutra, mas relativamente próximo da faixa de sobrecompra. O indicador demonstra que a estrutura compradora continua relevante, embora tenha perdido força com o recuo registrado na última sessão.
Perspectivas no gráfico de 60 minutos
Analisando o gráfico de 60 minutos, constata-se que o mini-índice também fechou a sessão em baixa, cotado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse arranjo mantém o viés corretivo no curto prazo, tornando fundamentais os próximos patamares de suporte e resistência para a definição dos rumos do mercado.
Para que o fluxo comprador seja retomado, o mercado precisará registrar entrada de volume suficiente para transpor as resistências localizadas em 211.470, 213.260 e 214.510 pontos. Acima dessa barreira, o contrato ganhará margem para avançar rumo aos 215.685 e 216.720 pontos, enquanto os alvos de um movimento mais amplo se estendem até 218.825 e 220.935 pontos.
No tocante ao cenário de baixa, o suporte inicial monitorado encontra-se em 208.170 pontos. A perda desse patamar poderá injetar ainda mais pressão vendedora, empurrando a cotação para o intervalo de 207.235 a 204.770 pontos. Caso a correção ganhe tração, os objetivos mais longos passarão pela região de 203.540 a 201.620 pontos.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
