O número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para próximo dos níveis mais baixos em 57 anos na semana passada, indicando um baixo índice de demissões em massa e estabilidade no mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego estadual caíram 6.000, para 194 mil, após ajuste sazonal, na semana encerrada em 17 de outubro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (22). Economistas consultados pela Reuters haviam previsto 200.000 pedidos para a última semana.
Esses registros estão muito próximos do patamar de 189 mil alcançado em meados de julho, marca que representou o menor resultado desde 1969.
Impacto econômico e inflação
Analistas apontam que a expansão dos lucros corporativos, impulsionada pela sólida demanda interna, tem blindado os profissionais contra cortes generalizados de pessoal. Contudo, persistem receios de que o arrocho nas condições financeiras e a elevação nos juros — à medida que o conflito envolvendo os EUA, Israel e Irã impulsiona a inflação — possam afetar negativamente o mercado de trabalho no próximo ano.
As estatísticas de pedidos de auxílio abrangeram o intervalo em que o governo conduziu levantamentos junto a empresas para compor o índice de vagas não agrícolas do relatório de emprego de outubro.
O número de empregos aumentou em 29 mil em setembro, após uma recuperação de 133 mil em agosto. O número de empregos tende a apresentar desempenho inferior quando o Dia do Trabalho ocorre perto do final do mês, como foi o caso em setembro. Economistas continuam a considerar que o mercado de trabalho ainda se encontra em um estado de “baixa contratação e baixa demissão”. No entanto, a incerteza decorrente da guerra e das tarifas sobre as importações tem dificultado as contratações.
Pedidos contínuos
O balanço semanal também revelou que a quantidade de cidadãos recebendo o benefício após a fase inicial — métrica utilizada para acompanhar o ritmo de novas contratações — teve alta de 25 mil, alcançando 1,728 milhão após o ajuste sazonal, com referência na semana encerrada em 10 de outubro.
Contudo, os chamados pedidos contínuos deixam de fora recém-formados e outros indivíduos que não preenchem os requisitos para o benefício devido a um histórico profissional reduzido ou inexistente.
Por fim, parte dos desempregados de longa data pode ter esgotado o prazo de cobertura, que possui teto de 26 semanas na maioria dos estados norte-americanos, o que colabora para manter os pedidos contínuos em patamares reduzidos. A duração mediana do desemprego foi de 11,5 semanas em setembro, próxima da maior marca em 4 anos e meio. Ainda assim, com a taxa de desemprego em 4,2% em setembro, o mercado de trabalho não é uma fonte de inflação.
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