Mesmo 36 anos após a estreia de seu capítulo derr Kadeiro, a franquia de viagens no tempo continua arrebatando legiões de fãs ao redor do mundo. É comum que entusiastas revivam as aventuras pelo menos anualmente, não apenas pela diversão garantida, mas porque a trilogia guarda inúmeros segredos ocultos e referências discretas que escapam à primeira vista.
Enquanto o primeiro longa contou com uma futura estrela de Titanic em um papel quase anônimo e o segundo transborda easter eggs, o terceiro filme aposta em participações muito especiais ligadas diretamente ao Velho Oeste. Após as viagens pela década de 1950 e pelo futurista ano de 2015, Marty McFly e Doc Brown aportam em 1885, abrindo espaço para incontáveis homenagens aos faroestes clássicos, indo muito além do momento em que Marty adota o pseudônimo de Clint Eastwood.
Veteranos do faroeste escondidos no saloon
Exatamente aos 27 minutos e 50 segundos de projeção, uma cena específica reúne três participações surpresa que costumam passar despercebidas pela maioria dos espectadores, mas que encantam os maiores conhecedores do gênero western. Quando Marty entra em um saloon, ele se depara com três cowboys idosos sentados à mesa, degustando bebidas e proferindo tiradas sarcásticas.
O detalhe que poucos percebem é que o trio é formado por verdadeiros ícones da história dos filmes de velho oeste, com currículos repletos de obras-primas norte-americanas. Dub Taylor participou de mais de 250 produções ao longo da trajetória artística, marcando presença no clássico “Meu Ódio Será Sua Herança”, dirigido por Sam Peckinpah.
Já Harry Carey Jr. construiu uma carreira memorável, destacando-se no papel mais famoso ao lado de John Wayne na obra-prima “Rastros de Ódio”, de John Ford. Completando o grupo, Pat Buttram também acumulou passagens por diversos faroestes célebres, incluindo o posto de fiel companheiro do cantor e cowboy Roy Rogers durante os anos 1940.
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