O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que os EUA vão conceder US$1 milhão a qualquer pessoa que denunciar uma fraude eleitoral que leve à prisão e condenação, uma semana antes das eleições de meio de mandato, que, segundo as pesquisas, podem se revelar difíceis para o Partido Republicano.
A administração tem adotado uma postura mais rígida na fiscalização das urnas, exigindo que os estados repassem dados de cadastros de eleitores e defendendo protocolos mais severos para assegurar a credibilidade pública no pleito. Por outro lado, analistas políticos, gestores eleitorais democratas e membros do próprio Partido Republicano apontam a estratégia como uma interferência indevida do poder central.
“Qualquer pessoa que denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas ou nas próximas eleições de meio de mandato de 2026 receberá US$1.000.000 após a prisão e condenação dos responsáveis pela fraude”, escreveu Trump no Truth Social nesta segunda-feira.
Gestores de votação relataram que estão se preparando para possíveis ações do governo federal durante o pleito legislativo. O histórico político recente inclui contestações infundadas sobre o processo de votação, como a recusa do atual presidente em aceitar o resultado do pleito de 2020. O episódio culminou na invasão ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021 por manifestantes que tentavam barrar a validação da vitória adversária pelo Congresso.
Neste momento, a legenda republicana mantém margens apertadas tanto na Câmara quanto no Senado. Contudo, na reta final da disputa legislativa, a força política do mandatário enfrenta desgaste diante da insatisfação popular com a inflação e com a alta nos combustíveis provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
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