A Novartis reportou cerca de US$ 2,2 bilhões em despesas ligadas a dois remédios que falharam em testes de fase avançada no mês passado, apesar de ter elevado suas projeções de lucro para o ano inteiro na última terça-feira.
O lucro operacional da farmacêutica suíça sofreu uma queda de 61% no terceiro trimestre. O resultado foi penalizado por despesas mais altas em pesquisa e desenvolvimento, além de uma baixa contábil parcial de US$ 1,9 bilhão vinculada ao del-desiran, um dos dois reveses consecutivos em ensaios clínicos anunciados em setembro, que provocaram uma forte desvalorização nas ações da companhia na época.
O fármaco era testado contra a distrofia miotônica — condição que provoca atrofia muscular e que atualmente carece de tratamentos aprovados —, tendo sido incorporado pela Novartis por meio da compra da Avidity, avaliada em US$ 12 bilhões e anunciada em 2025.
A projeção de valor do medicamento para a distrofia miotônica diminuiu dos US$ 7,48 bilhões previstos originalmente em razão de atrasos no desenvolvimento. A empresa continua acreditando que ele terá sucesso, afirmou o diretor financeiro Mukul Mehta em entrevista, ao contrário do pelacarsen, medicamento para doenças cardíacas que fracassou — o outro revés de setembro —, que foi totalmente baixado.
A Novartis contabilizou um encargo de US$ 300 milhões referente ao pelacarsen.
Perspectivas e demanda A companhia também revisou para cima sua estimativa de lucro operacional básico para a totalidade do ano, projetando agora um crescimento percentual de um dígito baixo, revertendo a expectativa anterior de queda de um dígito baixo. O ajuste ocorre na esteira da forte demanda registrada no terceiro trimestre por seus principais tratamentos contra câncer e esclerose múltipla. Por outro lado, a projeção de avanço nas vendas líquidas foi mantida na faixa de um dígito baixo.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
