Flávio Bolsonaro viaja para os EUA após derrota na eleição, diz agência

Flávio Bolsonaro viaja para os EUA após derrota na eleição

Economia

O senador Flávio Bolsonaro (PL) viajou para os Estados Unidos, segundo informações de um aliado próximo do parlamentar e de uma fonte do governo norte-americano ouvidas pela Reuters nesta terça-feira (27). O deslocamento aconteceu menos de 24 horas depois de o candidato derrotado à Presidência afirmar publicamente que não pretendia deixar o país após o resultado do pleito.

O jornal americano The New York Times também confirmou a informação com duas autoridades do governo dos Estados Unidos. Até o momento, não está claro qual será o destino final de Flávio em território norte-americano, quando ele chegará ao país ou se pretende solicitar asilo. A Embaixada dos EUA no Brasil não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

A viagem ocorre em meio a um impasse jurídico envolvendo o parlamentar. Nesta terça-feira, Flávio deixou de cumprir uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega de seus passaportes. Diante da medida, a Polícia Federal cancelou os documentos do senador, incluindo o passaporte diplomático. A Reuters não conseguiu confirmar quem acompanhou Flávio na viagem, mas apurou que as duas filhas dele não compareceram à escola em Brasília nesta terça-feira.

Promessa de permanência e investigações

Na segunda-feira (26), Flávio havia publicado um vídeo nas redes sociais afirmando que permaneceria no Brasil para se defender das acusações que enfrenta.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, disse o senador, acrescentando que pretendia liderar a oposição ao governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A determinação para a entrega dos passaportes foi tomada por Moraes no âmbito de uma investigação em que Flávio é alvo por suposta lavagem de dinheiro ao lado do advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades. A ordem judicial surgiu após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que afirmou em uma transmissão nas redes sociais que o senador deveria deixar o país caso fosse derrotado na disputa presidencial.

Contexto político

A saída de Flávio do Brasil repete o movimento feito por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após a derrota para Lula nas eleições de 2022. O senador ainda não reconheceu oficialmente o resultado do pleito de domingo. No dia da votação, ele afirmou que buscaria a anulação da eleição alegando irregularidades relacionadas à prorrogação do horário de votação e, posteriormente, disse que pediria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa vencedora.

Apesar da postura do senador, o Partido Liberal (PL) divulgou nota na segunda-feira reconhecendo oficialmente a vitória de Lula nas urnas.

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