Professora de Biologia de 55 anos ajuda a criar primeiro clube de canoa polinésia de Angra dos Reis e passa a administrar dois negócios turísticos antes mesmo de se aposentar

Professora cria primeiro clube de canoa polinésia em Angra

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A chegada de duas canoas a Angra dos Reis em 2015 mudou os rumos profissionais da professora de Biologia Mônica Pereira Gomes Lopes. Impulsionada pelo marido, Marcelo Lopes, e pela atleta Carmen Lúcia, que queriam divulgar a modalidade no litoral fluminense, a educadora viu o interesse pelas aulas crescer e acabou assumindo a administração do NoaCaNoa. Em março de 2026, aos 55 anos, Mônica continuava lecionando enquanto participava da gestão do clube náutico e de uma pousada familiar.

Do mar para a gestão turística

O projeto começou com a iniciativa compartilhada de introduzir as embarcações na região para incentivar a atividade física. Com a alta na procura por aulas e passeios, Mônica percebeu que organizar horários, atendimento e funcionamento exigia dedicação para além da remada. Assim nasceu o NoaCaNoa, reconhecido como o primeiro clube de canoa polinésia de Angra dos Reis.

Gerir o espaço significa harmonizar pessoas, equipamentos e condições do mar em uma programação viável. Habituada a planejar o ensino e a acompanhar grupos na sala de aula desde 1998, a professora passou a aplicar sua capacidade organizacional à atividade esportiva aberta ao público.

O universo da hospedagem e a rotina tripla

Além do esporte, a rotina de Mônica envolve a Pousada Canto do Mar Ilha Grande, negócio iniciado por sua sogra cerca de 21 anos antes da repercussão de sua história. Embora os empreendimentos fiquem no mesmo universo de turismo e natureza, eles prestam serviços distintos: um organiza a vivência da remada e o outro recebe visitantes na ilha.

Em 2026, as atividades do clube ocorriam de segunda a sábado, enquanto a pousada buscava ampliar parcerias com operadoras de turismo. Nesse cenário, Mônica seguia firme na sala de aula, próxima da aposentadoria. Sua formação em Biologia complementa essa trajetória ligada à natureza, unindo o ensino, o esporte e a hospedagem sob a responsabilidade de lidar com pessoas e oferecer experiências seguras.

Transição gradual e planos futuros

A intenção da professora era dedicar mais tempo aos empreendimentos após a aposentadoria, um plano futuro que não significava o abandono imediato da rede de ensino. O clube e a pousada foram desenvolvidos paralelamente à carreira docente, construindo uma transição gradual e sem rupturas drásticas.

A trajetória de Mônica mostra que sua atuação vai muito além da imagem de quem apenas aguarda o fim do magistério. Conciliando educação, esporte e turismo em Angra dos Reis, ela consolidou sua presença em negócios náuticos e de hospedagem sem deixar de lado a paixão por ensinar.

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