O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou na coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula (PT), chamou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “palhaço” e “fanfarrão” após a divulgação da carta de tom golpista pelo senador, derrotado nas urnas.
Segundo Carvalho, a atuação de Flávio, que foi para os Estados Unidos, trará mais problemas ao governo Lula ao longo deste ano.
“Ele é um caso para a Justiça brasileira. Vamos seguir com o enorme desafio de governar o país, com a relevância do Brasil e suas dimensões continentais, na perspectiva de mais uma vez trabalhar para reconstruir uma nação dividida pelo ódio e pela intolerância disseminados pelo bolsonarismo”, afirmou Carvalho, que coordena o grupo Prerrogativas.
“Desde o começo, ele não queria ser presidente da República. Na verdade, queria um foro privilegiado, queria blindagem. Ele sabia que, se não fosse eleito, seria preso”, prosseguiu o advogado.
A carta tem ao menos quatro versões diferentes. No texto publicado no X, Flávio trocou a expressão “verdadeiro presidente” por “líder do Brasil”.
Os brasões usados nas versões também divergem entre si. Um trazia o símbolo com a palavra “Brazil”, escrita com “z”. Na versão seguinte, a imagem foi substituída por um brasão com a inscrição “República Federativa do Brasil”.
“Eu o chamei de fanfarrão, filho de palhaço palhaço é. O pai dele é conhecido como Bozo, o inelegível e inominável”, disse Carvalho. “Quanto ao brasão, que ele agora estude a história do Brasil, porque terá tempo.”
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