Enquanto o pleito que definirá o próximo líder de Israel segue sem um resultado definitivo, o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, usou as redes sociais para acusar legendas árabes de fraudarem o processo eleitoral no país. Segundo o premiê, houve o cometimento de “por meio de crimes penais graves de suborno, ameaças, violência falsificações e uso de softwares proibidos para mobilização de eleitores”.
Por meio de uma postagem na plataforma X, Netanyahu afirmou que a sua sigla está encaminhando à polícia, à agência de segurança interna Shin Bet e aos órgãos eleitorais as evidências das infrações que teriam sido perpetradas pelos árabes. Contudo, as provas citadas pelo premiê não foram divulgadas publicamente na internet.
O líder israelense também classificou a situação como um atentado institucional. “Isso é um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos de Israel. As autoridades devem agir com mão de ferro e de forma imediata”, concluiu.
Cenário no parlamento
Dados do canal local N12 mostram que, com quase 90% dos votos apurados, o bloco governista liderado por Netanyahu alcançou 53 assentos. Em contrapartida, a oposição comandada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot registrou 48 cadeiras, enquanto os partidos árabes somaram 19. Para assegurar a maioria no parlamento, são necessários 61 assentos.
Analistas apontam que Eisenkot deixou em aberto a possibilidade de formar uma coalizão com legendas árabes sob condições específicas, o que representaria um risco de destituição para Netanyahu. Outra alternativa bastante comentada nos bastidores políticos é a criação de um governo de unidade nacional reunindo tanto Netanyahu quanto Eisenkot.
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