Tarcísio diz entender “indignação” de Flávio, mas pede respeito às urnas

Tarcísio pede respeito às urnas e diz entender revolta de Flávio

Economia

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou compreender a “indignação” de Flávio Bolsonaro (PL) após o revés nas urnas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrido no domingo (25). Apesar de entender o sentimento do aliado, o chefe do Executivo paulista ressaltou que a prioridade atual é “respeitar o resultado e seguir em frente”.

Por meio de uma nota oficial, o governador frisou que a disputa chegou ao fim e que o momento exige atenção voltada para o porvir.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia”, diz o texto.

Anteriormente, em um vídeo publicado na terça-feira (27), Tarcísio já havia admitido a derrota do aliado. Na ocasião, ele agradeceu a Flávio pela dedicação durante a campanha, fez críticas à condução do processo eleitoral e enfatizou a importância de manter a direita unificada na oposição à gestão federal reeleitada.

A declaração do governador paulista surge na sequência de episódios envolvendo o senador, atualmente nos Estados Unidos, que publicou uma carta na qual se intitulava, sem exibir evidências, como “o verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Minutos após o lançamento do material, a postagem foi editada para substituir o termo por “líder do Brasil”.

No mesmo documento, o parlamentar repetiu acusações de que teria testemunhado, no domingo (25), “uma fraude eleitoral se concretizar”, novamente sem trazer provas. A repercussão do texto incluiu a reação de Donald Trump. Questionado por repórteres, o presidente norte-americano optou por não endossar o aliado brasileiro e declarou: “Não vou comentar. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país, mas não vou me envolver”.

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