Microsoft quer levantar US$25 bi na venda de títulos dos EUA para investir em IA

Microsoft busca levantar US$ 25 bilhões com títulos nos EUA para IA

Economia

A Microsoft (MSFT34) tem planos de arrecadar aproximadamente US$ 25 bilhões por meio de sua primeira emissão de títulos de grau de investimento nos Estados Unidos em mais de nove anos, conforme revelou uma fonte com conhecimento direto do assunto na quinta-feira.

Com essa movimentação financeira, a companhia se posiciona como a mais recente gigante do setor tecnológico a buscar recursos nos mercados de dívida para impulsionar suas apostas e ambições voltadas à inteligência artificial.

Ao longo do último ano, as maiores corporações de tecnologia do planeta passaram a adotar a venda de títulos e a captação de recursos externos para bancar os pesados custos da inteligência artificial. O movimento representa uma clara guinada na estratégia tradicional das companhias do Vale do Silício, que costumam utilizar seus próprios e vastos recursos financeiros para sustentar tais aportes.

Conforme apurado, a corporação está comercializando a dívida dividida em até 10 parcelas distintas, cujos vencimentos se estendem de dois até 40 anos. Contudo, nenhuma definição final foi sacramentada a respeito do volume total da operação, valor que ainda poderá sofrer alterações em função da demanda do mercado.

A condução da oferta de títulos está sob a responsabilidade conjunta do Wells Fargo, do JPMorgan Chase e do UBS Group.

Procurados, o UBS e o Wells Fargo preferiram não se manifestar, ao passo que o JPMorgan não retornou de imediato aos pedidos de comentário. Por sua vez, a Microsoft direcionou a reportagem a um documento regulatório que atesta a realização da venda dos papéis, embora o texto não especifique o montante financeiro da transação.

Declarações e contexto financeiro

A divulgação veio à tona apenas um dia depois de a diretora financeira da Microsoft, Amy Hood, ter pontuado aos acionistas, durante uma teleconferência sobre o balanço financeiro, que a organização buscaria alternativas de capital externo “quando considerarmos que seja vantajoso fazê-lo”. Na ocasião, ela destacou o foco em preservar tanto o fluxo de caixa quanto a flexibilidade financeira da empresa.

Durante as negociações da tarde, as ações da companhia registraram queda de aproximadamente 1,2%. O recuo ocorreu logo após a divulgação de projeções animadoras para a comercialização de serviços em nuvem no trimestre em curso, apresentadas após o encerramento do pregão de quarta-feira.

A expectativa da companhia é manter a geração de fluxo de caixa livre positivo ao longo do atual ano fiscal, que se estende até junho de 2027. Essa projeção coloca a empresa em posição de destaque frente a outras companhias de tecnologia e concorrentes de hiperescala, que já enfrentam queima de caixa para custear a ampliação de suas estruturas de data centers.

Refletindo o nervosismo do mercado com essa corrida de gastos, os investidores penalizaram as ações da Alphabet na quarta-feira, após a dona do Google registrar uma queima de caixa de US$ 9,07 bilhões no terceiro trimestre. O movimento ocorreu na esteira da desvalorização dos papéis da Meta na semana anterior, período que marcou a primeira queima de caixa da controladora do Facebook em mais de 10 anos.

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *