Aena assume Galeão e propõe aumentar destinos e frequência de voos

Aena assume o Galeão e planeja ampliar voos internacionais

Brasil

A gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) passou oficialmente para o controle da concessionária espanhola Aena, com contrato vigente até 2039. A nova operadora planeja expandir de forma expressiva as rotas ao exterior e elevar a frequência dos voos no terminal fluminense nos próximos anos.

Novas frequências e destinos internacionais

Até janeiro de 2027, o plano prevê a inclusão de mais de 50 frequências semanais para nove conexões fora do país: Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá. Paralelamente, a concessionária trabalha na reativação ou no lançamento de operações para outras nove localidades no exterior: Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosario e Lima.

Após registrar 17,5 milhões de passageiros em 2025, o aeroporto tem estimativa de alcançar aproximadamente 19 milhões neste ano. A infraestrutura atual possui capacidade operacional calculada em 37 milhões de viajantes anualmente.

“O Brasil precisa de mais grandes aeroportos vocacionados ao turismo internacional e, sem dúvida alguma, além do aeroporto de Guarulhos, essa é a vocação do aeroporto do Galeão. Pela sua infraestrutura, pela sua capacidade já aqui preparada para isso, mas também pela vocação do Rio de Janeiro, pelas suas belezas naturais, culturais”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Aporte de R$ 1 bilhão e melhorias estruturais

Em paralelo ao incremento da malha aérea, a Aena articula R$ 1 bilhão em investimentos viabilizados por parceiros ao longo de três anos. O montante abrange a instalação de uma unidade hoteleira de ao menos 232 quartos no espaço entre os dois terminais, a construção de um galpão logístico na zona industrial e uma estrutura de manutenção de aeronaves para a Gol.

O complexo também passará por intervenções em esteiras de bagagens e elevadores, embora as cifras destinadas diretamente a essas melhorias físicas nos terminais não tenham sido divulgadas. Já a reativação do Terminal 1, inativo há uma década, permanece condicionada ao avanço futuro da demanda de voos e passageiros.

Regras operacionais do Santos Dumont

Outro ponto central para o fluxo de passageiros no Galeão envolve as restrições impostas ao Aeroporto Santos Dumont, adotadas em 2023 para transferir demanda ao terminal internacional. Atualmente com teto de 6,5 milhões de passageiros ao ano, a unidade central deve manter restrições graduais até 2029, conforme detalhou o ministro de Portos e Aeroportos.

“O que está previsto, no acordo, é que, em 2027, [o limite de passageiros no Santos Dumont] pode chegar a 8,5 milhões, em 2028, a 9,5 milhões e, em 2029, não haveria restrição. Isso é o que está previsto no acordo. Qualquer restrição menor do que essa, alterando esses números, há já previsto também no acordo o reequilíbrio contratual em desfavor da atual concessionária”, disse.

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