Os 3 melhores solos de guitarra da história segundo Brian May, do Queen

Brian May elege os três melhores solos de guitarra da história

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Os solos de guitarra figuram entre os aspectos mais marcantes do rock, capazes de transformar uma boa canção em um verdadeiro clássico. Poucos instrumentistas compreendem essa arte tão profundamente quanto Brian May, guitarrista do Queen que construiu uma assinatura própria ao unir técnica, melodia e sentimento em trabalhos atemporais.

Embora seja um dos nomes mais influentes da música, May já pontuou que, em sua visão, a guitarra jamais deve se sobrepor à canção, razão pela qual ele busca criar de forma lírica sobre a melodia existente. Essa postura transformou o músico em uma referência para outros artistas. Steve Vai, por exemplo, já declarou que, apesar de conseguir imitar diversos instrumentistas, não é capaz de reproduzir o estilo de May, que avalia estar em um patamar superior. O prestígio também acompanha o próprio Queen, consolidado como um dos maiores ícones do rock.

Com o passar dos anos, o guitarrista apontou três registros de grande relevância para o gênero, destacando o que considera os melhores solos de todos os tempos.

Jeff Beck – “Hi Ho Silver Lining”

O guitarrista Jeff Beck conquistou Brian May pela habilidade expressiva com que transformava sua guitarra em uma extensão da voz humana. Em “Hi Ho Silver Lining”, lançada em 1967 como seu primeiro single solo, Beck apresenta um solo marcado por um fraseado fluido e pelo uso preciso do vibrato, elementos que moldaram a visão musical do membro do Queen. May não poupou elogios ao falar sobre a faixa:

“O solo de ‘Hi Ho Silver Lining’ do Jeff Beck… para mim, ele é uma espécie de perfeição inatingível. Ele está em uma categoria própria.”

A admiração decorre, em parte, da competência de Beck em construir frases que parecem cantadas, indo além de uma simples demonstração de velocidade ou domínio técnico. May afirmou em entrevista à Total Guitar:

“Me inspirei em coisas assim e queria que minha guitarra tivesse essa voz. Queria que ela tivesse os tons suaves de um cantor, mas também as ‘consoantes’, aquela definição que dá forma às palavras quando você está cantando.”

John Mayall & the Bluesbreakers/Eric Clapton – “Key to Love”

Executada por Eric Clapton no disco Blues Breakers with Eric Clapton, de 1966, “Key to Love” simboliza outro padrão de intensidade que cativou Brian May. Na gravação ao lado de John Mayall & the Bluesbreakers, Clapton une a linguagem tradicional do blues a um fraseado incisivo, sustentado por notas agudas e um vibrato marcante. O resultado é uma execução que se intensifica até que o solo se converta no ápice da composição.

Em conversa com a Classic Rock, May classificou a canção como “a música mais intensa, vibrante e apaixonada que já ouvi na vida”. O guitarrista também enfatizou o impacto duradouro da obra e ressaltou que a força da performance reside na forma como a estrutura da faixa prepara o terreno para a intervenção de Clapton:

“Ele arrasou naquele solo! A música inteira gira em torno daquele solo. Toda vez que eu a ouço, fico só esperando… John Mayall é ótimo, mas você fica esperando aquele momento em que o Eric explode e, de repente, ele está mandando ver naquelas notas agudas. É incrível. Absolutamente de arrepiar.”

Rainbow/Ritchie Blackmore – “Since You’ve Been Gone”

Vários fatores levaram Brian May a se consolidar como um grande admirador de “Since You’ve Been Gone”, divulgada pelo Rainbow no álbum Down to Earth, em 1979. Classificando a faixa como uma obra-prima de grande impacto, May afirmou que a música “é intransigente e tem o elemento perfeito do pop, que é o fato de você poder cantá-la e ela ficar na sua cabeça o dia todo”.

Além da combinação elogiada por May que une técnica instrumental e a estrutura da canção, Brian fez questão de enaltecer a contribuição impactante do guitarrista Ritchie Blackmore na faixa:

“É apaixonante, toca profundamente as emoções. Mas Ritchie está presente, e Ritchie é quem impulsiona tudo. O solo de baixo é simplesmente brilhante. Eles fizeram a versão imortal.”

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