A Justiça determinou a prisão preventiva de uma cuidadora acusada de dopar residentes de uma instituição de acolhimento para cometer furtos. A decisão representa um desdobramento crucial no inquérito que apura a conduta criminosa da profissional, que se aproveitava da vulnerabilidade dos internos para aplicar substâncias sedativas e subtrair bens materiais.
Esquema para sedar e subtrair bens
De acordo com os autos do processo, a suspeita utilizava medicamentos tranquilizantes e remédios controlados sem qualquer indicação médica para induzir o sono profundo dos idosos. Com as vítimas desorientadas e sem capacidade de reação, ela realizava a retirada de quantias em dinheiro, cartões bancários e objetos pessoais de valor das acomodações.
O comportamento atípico dos acolhidos chamou a atenção de outros funcionários e familiares, que notaram episódios constantes de sonolência excessiva, alterações no estado geral de saúde e o desaparecimento recorrente de pertences nas dependências do estabelecimento.
Decisão judicial e avanço das investigações
Diante dos indícios reunidos pelas equipes de investigação e dos riscos representados à integridade física das vítimas, o Poder Judiciário deferiu o mandado de prisão preventiva. A medida visa garantir a ordem pública e assegurar a continuidade da coleta de provas sem interferências externas.
A polícia segue apurando a extensão dos danos e busca identificar se outros moradores do local também foram alvo das ações ilícitas. A acusada responderá por crimes que podem incluir roubo qualificado e violação de dever funcional no trato com idosos sob sua responsabilidade direta.
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