A Viridis Mining and Minerals firmou nesta quarta-feira (4) um contrato de fornecimento de longo prazo com a Solvay, assegurando mercado para a maior fatia da produção prevista de terras raras no projeto Colossus, situado em Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais. O acerto é visto como um marco essencial para destravar o financiamento e a posterior construção das instalações.
Conforme o pacto, haverá a aquisição de lotes mínimos de carbonato misto de terras raras (MREC) desde o início das operações, programado para 2028, se estendendo até o encerramento de 2034. De acordo com a corporação australiana, os montantes pactuados equivalem a aproximadamente 70% da capacidade produtiva estimada.
Impacto financeiro e receita garantida
A firma destacou que os patamares mínimos estipulados em contrato, somados aos valores mínimos fixados para os principais elementos magnéticos do empreendimento, asseguram um faturamento mínimo projetado em cerca de US$ 915 milhões (R$ 4,5 bi) no período entre 2029 e 2034, contanto que as quantidades combinadas sejam devidamente entregues.
O documento ainda assegura à Solvay a preferência na aquisição da oferta excedente de MREC do complexo até 2034, muito embora o grupo químico não tenha a obrigatoriedade de comprar quotas superiores aos patamares mínimos obrigatórios.
Parceria tecnológica e perspectivas
Paralelamente à comercialização do minério, as organizações discutem uma aliança voltada ao licenciamento e à prestação de serviços técnicos. Por meio desse arranjo, a Solvay repassará know-how e assistência para que a Viridis fabrique, em território brasileiro, um MREC com maior grau de refinamento e valor agregado superior. O movimento fortalece o plano de construir uma cadeia produtiva interna voltada ao setor.
Por fim, a Viridis pontuou que o acerto mitiga um obstáculo comercial relevante para a iniciativa e tem potencial para facilitar a finalização da captação de recursos via endividamento.
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