A CFU (União Caribenha de Futebol) anunciou nesta sexta-feira (6) apoio coletivo à reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa. A decisão amplia a base de sustentação do dirigente ítalo-suíço, de 56 anos, que busca seu quarto mandato na eleição marcada para março de 2027.
O bloco regional congrega 31 associações do Caribe, sendo que 25 delas são filiadas à entidade máxima do futebol mundial e possuem direito a voto. Conforme nota oficial divulgada pela organização, o posicionamento foi firmado após consultas realizadas com os seus membros.
“A CFU reconhece as iniciativas de desenvolvimento da Fifa, incluindo investimentos em infraestrutura de futebol, programas técnicos, competições, futebol de base e feminino, além do fortalecimento da capacidade institucional”, diz o comunicado oficial.
Panorama das alianças globais
Atualmente, Infantino também assegura o apoio da CAF (Confederação Africana de Futebol), que engloba 54 associações, além da AFC, detentora de 47 integrantes. A Conmebol, representante do futebol sul-americano, e a Confederação de Futebol da Oceania igualmente integram o grupo de federações favoráveis à permanência do atual presidente.
Ainda em outubro, o chefe da AFC, xeque Salman bin Ibrahim Al-Khalifa, declarou suporte à recondução de Infantino. O gesto ocorreu dois meses após ele participar de contestações contra a tentativa da Fifa de abrir suas operações comerciais para investidores privados.
O plano, nomeado de Fifa Forward Enterprise (FFE), planejava a criação de uma companhia responsável por gerenciar as atividades comerciais da organização, o que englobava os direitos associados à Copa do Mundo. A ideia acabou sendo descartada em julho por conta da forte resistência de dirigentes de diversas confederações. No período, a Uefa, a AFC e a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) assinaram um manifesto defendendo que o esporte “não pertence a nenhum indivíduo”.
Naquela época, Infantino chegou a encarar pedidos de renúncia e pediu desculpas pelo modo como a iniciativa foi conduzida durante um encontro do Conselho da Fifa, realizado em outubro.
Concorrentes ao cargo
Apesar do forte apoio internacional, o dirigente enfrentará oponentes na disputa. Na última quinta-feira (5), Kozo Tashima, de 68 anos e presidente honorário da Federação Japonesa de Futebol, lançou sua candidatura com o suporte da federação de seu país.
Tashima, que esteve à frente da federação japonesa entre 2016 e 2024, declarou que deseja introduzir na entidade global valores baseados em integridade, honestidade e transparência.
O gestor nipônico representa a segunda alternativa anunciada para concorrer contra Infantino. Anteriormente, o ex-zagueiro helvético Ramon Vega, com passagem pelo Tottenham, da Inglaterra, também oficializou sua postulação.
Para estarem aptos a participar do pleito, os candidatos precisam apresentar o endosso formal de ao menos cinco federações nacionais até a data limite de 18 de novembro, quando encerra o prazo para o registro das chapas.
O pleito decisivo ocorrerá em 18 de março de 2027, no decorrer do Congresso da Fifa sediado em Rabat, no Marrocos. Cabe ressaltar que cada uma das 211 federações associadas à instituição possui direito a um voto.
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