A IAG, holding responsável pelo comando da British Airways e da Iberia, divulgou nesta sexta-feira (6) que seu lucro líquido sofreu uma queda superior a 12% no terceiro trimestre. O recuo foi impulsionado diretamente pelo encarecimento dos combustíveis para aviação e por problemas na malha aérea decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Entre os meses de julho e setembro, o ganho após impostos despencou para 1,23 bilhão de euros, o equivalente a R$ 7,54 bilhões. No mesmo período de 2025, o montante havia atingido 1,4 bilhão de euros, cerca de R$ 8,58 bilhões, de acordo com as informações oficiais repassadas pela empresa em comunicado.
Conforme a administração do grupo, os valores mais elevados cobrados pelas passagens aéreas no trimestre acabaram neutralizados pelo “impacto de incidentes pontuais que afetaram as operações e, em particular, pelo aumento de mais de 30% nos preços dos combustíveis” registrados no intervalo.
Apesar da retração no resultado final, a receita apresentou expansão de 4,5%, alcançando o patamar de 9,74 bilhões de euros, o que corresponde a aproximadamente R$ 59,71 bilhões.
O presidente-executivo da IAG, Luis Gallego, avaliou o desempenho recente e declarou que o grupo teve um “trimestre resiliente”, apesar do aumento dos preços do combustível de aviação.
Vale lembrar que o conglomerado aeronáutico não administra apenas a British Airways e a Iberia, detendo também o controle de outras marcas importantes do setor na Europa, a exemplo da irlandesa Aer Lingus e da espanhola Vueling.
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