A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) firmou um acordo para alienar a CSN Cimentos para o grupo chinês Huaxin pelo montante de R$ 12,7 bilhões, conforme comunicado oficial divulgado ao mercado neste domingo (8). O acerto envolve a alienação de ações emitidas pela divisão de cimentos para a corporação asiática.
A quantia estabelecida equivale ao enterprise value (valor da empresa) e poderá sofrer modificações até o encerramento definitivo do processo, englobando fatores como o capital de giro e a dívida líquida da subsidiária.
“A transação constitui uma etapa importante na estratégia da companhia voltada à redução do seu endidamento e o equacionamento da sua estrutura de capital”, afirma o fato relevante.
Para ser finalizada, a operação ainda necessita do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do aval prévio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de liberações regulatórias junto ao governo da China. A expectativa da siderúrgica é concluir o processo logo após o cumprimento dessas exigências.
Contexto da negociação e mudanças na liderança
As tratativas vinham ocorrendo havia meses e ganharam ímpeto ao se tornarem uma das principais iniciativas do novo diretor-presidente, Fabio Schvartsman. Ele sucedeu Benjamin Steinbruch, executivo que comandou a organização por mais de vinte anos.
A transação integra o plano da empresa para captar fundos e diminuir suas dívidas. No encerramento de julho, a corporação projetou um prejuízo líquido situado entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão referentes ao primeiro semestre, comparado aos R$ 861,9 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Atualmente, a CSN ocupa a posição de segunda maior exportadora de minério de ferro em território brasileiro e detinha o controle da segunda maior fabricante de cimento do país, além de manter atividades comerciais na Alemanha, Espanha, Portugal e Estados Unidos.
Durante o mês de agosto, a diretoria optou por repassar a totalidade da operação cimenteira, abandonando a ideia anterior de conservar uma fatia minoritária no empreendimento. Naquela época, a organização almejava arrecadar no mínimo R$ 15 bilhões, mas acabou ajustando a pedida para R$ 12 bilhões.
Antes do desfecho com os chineses, a J&F Investimentos, pertencente aos irmãos Joesley e Wesley Batista, havia apresentado uma proposta de R$ 10 bilhões pela subsidiária. Outros nomes cotados no mercado como potenciais interessados incluíam as companhias nacionais Votorantim e Polimix, além da italiana Cementir.
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