Economia que se paga: 5 produtos para comprar na Black Friday que se pagam

5 produtos para comprar na Black Friday e economizar o ano todo

Tecnologia

Aproveitar os menores preços para trocar eletrodomésticos antigos é um dos grandes objetivos da Black Friday. Contudo, quem busca diminuir os gastos com contas de luz e água pode achar vantajoso gastar um pouco a mais durante as promoções para garantir uma redução nas despesas posteriormente.

Essa estratégia se mostra altamente benéfica para aparelhos integrados à rotina da casa, a exemplo de geladeiras, máquinas de lavar e condicionadores de ar. Nesses casos, o consumo de água e a eficiência energética impactam diretamente o orçamento doméstico, sobretudo quando a utilização dos equipamentos ocorre de forma constante.

Por essa razão, selecionamos cinco mercadorias que merecem atenção especial na Black Friday de 2026. Enquanto certos itens possuem um prazo de retorno financeiro simples de mensurar, outros variam conforme o comportamento de consumo da residência:

– Ar-condicionado Inverter; – Geladeira inverter; – Máquina de lavar com tampa frontal; – Lava louças; – Purificador de água.

1. Ar-condicionado Inverter

Quem utiliza o ar-condicionado por várias horas diárias pode encarar um desembolso inicial maior ao apostar em um modelo Inverter, mas colherá frutos com a retração na fatura energética. Em vez de depender dos ciclos tradicionais de ligar e desligar, essa tecnologia regula a rotação do compressor conforme a demanda exata de refrigeração.

Dessa forma, o aparelho Inverter tende a consumir menos eletricidade sem do que um convencional sem comprometer o conforto térmico, mesmo que o investimento inicial seja maior. Ou seja, o valor extra pago pelo equipamento mais avançado pode ser compensado com a economia na conta de luz.

Qual a economia do ar-condicionado Inverter na conta de luz?

Para fazer um comparativo, podemos utilizar modelos de 12.000 BTUs, apenas frio, que ficam ligados durante oito horas por dia. A tarifa de energia de referência é de R$ 0,85 por kWh.

Nesse cenário, o modelo convencional consome cerca de 65,5 kWh por mês, gerando um custo estimado de R$ 55,68 na conta de luz, enquanto a versão Inverter utiliza aproximadamente 41,7 kWh mensais, com uma despesa de R$ 35,45.

A diferença de consumo é de 23,8 kWh por mês, o que representa uma redução de aproximadamente 36,3% no gasto de eletricidade. Aplicando a tarifa considerada no cálculo, isso equivale a uma economia estimada de R$ 20,23 mensais, ou cerca de R$ 242,76 ao ano na conta de luz para quem opta pelo modelo Inverter.

2. Geladeira Inverter

Por permanecer ligada ininterruptamente durante as 24 horas do dia para conservar os alimentos, a geladeira representa um peso contínuo nas finanças ao longo dos anos. Por isso, quem precisa trocar um modelo antigo pode considerar uma versão com tecnologia Inverter.

Assim como nos aparelhos de ar-condicionado, esse recurso permite ajustar o funcionamento do compressor conforme a necessidade de refrigeração. A diferença no consumo em relação a uma geladeira convencional vai aumentando ao longo dos meses, alcançando patamares maiores no final de um ano inteiro.

O investimento adicional, no entanto, precisa entrar na conta. Isso porque os equipamentos inverter são mais caros do que uma geladeira convencional equivalente, e a economia na conta de luz pode levar alguns anos para compensar a diferença de preço.

Qual a economia da geladeira inverter na conta de luz?

Para estimar o impacto na conta de luz, podemos comparar duas geladeiras com consumos médios diferentes, usando a mesma tarifa de referência de R$ 0,85 por kWh.

Nesse cenário, um modelo convencional que consome cerca de 45 kWh por mês representa um gasto estimado de R$ 38,25, enquanto uma versão Inverter, com consumo de 31 kWh mensais, fica em torno de R$ 26,35.

Na prática, a diferença de 14 kWh mensais entre os aparelhos representa uma redução de aproximadamente 31% no consumo de energia. Ao aplicar a tarifa usada na simulação, a economia chega a cerca de R$ 11,90 por mês, alcançando R$ 142,80 em um ano.

3. Máquina de lavar com tampa frontal

A substituição de lavadoras antigas também favorece o corte de gastos, em especial por meio dos modelos com abertura frontal. Eles adotam o método de lavagem por tombamento, agitando as roupas no interior do tambor para higienizá-las com um volume menor de líquido.

E a vantagem vai além da conta de abastecimento, já que esse processo também favorece uma lavagem eficiente. Uma máquina frontal de capacidade semelhante à de um modelo com tampa superior consome menos água por ciclo e, quando o aparelho é utilizado várias vezes por semana, a diferença pode representar uma redução significativa no volume de água usado ao longo do mês.

Além da economia de água, o consumo de eletricidade também influencia o custo de uso da lavadora, embora a diferença varie conforme o ciclo escolhido e a eficiência de cada modelo.

Qual a economia na conta de luz?

Para estimar o impacto na conta de luz, podemos considerar três ciclos de lavagem por semana, o equivalente a aproximadamente 13 ciclos por mês, e utilizar a mesma tarifa de referência das simulações anteriores, de R$ 0,85 por kWh. Usaremos uma lavadora frontal considerada de alto consumo, que utiliza 0,31 kWh por ciclo, enquanto a máquina de tampa superior, também “gastona”, usa 0,46 kWh.

Com essa frequência de uso, a máquina frontal consumiria cerca de 4,03 kWh por mês, gerando um custo estimado de R$ 3,43 na conta de luz. Já o modelo de tampa superior chegaria a 5,98 kWh mensais, com uma despesa aproximada de R$ 5,08.

A diferença representa uma economia estimada de R$ 1,66 por mês, ou aproximadamente R$ 19,89 ao ano, para quem opta pela lavadora frontal nesse cenário.

E a economia de água?

A disparidade entre os formatos também sobressai no gasto hídrico por ciclo. Para a comparação, adotamos uma máquina frontal gastando 92 litros por lavagem frente a um equipamento superior que atinge 184 litros.

Com três lavagens semanais, a opção frontal consome cerca de 1.196 litros mensais, ao passo que a concorrente de tampa superior exige 2.392 litros. Isso resulta em uma divergência de 1.196 litros por mês e chega a 14.352 litros economizados anualmente.

4. Lava-louças

Semelhante às lavadoras de roupa, a lava-louças otimiza o uso hídrico residencial, combatendo o desperdício comum de manter a torneira aberta durante a higienização manual. O resultado, no entanto, depende da quantidade de louça, do ciclo escolhido e dos hábitos de cada família.

Uma comparação feita pelo Canaltech mostra que o aparelho pode utilizar consideravelmente menos água do que a lavagem manual com a torneira aberta. Para quem acumula louça diariamente, essa diferença pode contribuir para reduzir ainda mais as despesas domésticas ao longo do tempo.

No entanto, é importante considerar que a lava-louças também consome eletricidade e exige produtos específicos, como detergente e líquido secante, que geram gastos recorrentes.

Por isso, o investimento tende a compensar mais para famílias que utilizam o aparelho com frequência e gastam bastante água na pia, enquanto a economia pode ser menor para quem lava pouca louça ou já controla o consumo durante a lavagem.

Qual a economia de água da lava-louças?

Para estimar a diferença no consumo, consideramos uma lava-louças de 14 serviços que utiliza, em média, 25 litros de água por ciclo automático. Com uma lavagem por dia durante um mês, o gasto chega a aproximadamente 750 litros, considerando 30 dias de uso.

Já a lavagem manual pode consumir bem mais água, dependendo da vazão da torneira e do tempo necessário para limpar toda a louça. Em uma estimativa que considera 15 minutos de lavagem por dia e um consumo de 117 litros nesse período, o volume mensal chega a 3.510 litros de água.

Ao comparar os dois cenários, a lava-louças utiliza cerca de 79% menos água do que a lavagem manual considerada na simulação. A diferença representa uma economia aproximada de 2.760 litros por mês e de 33 mil litros quando analisado o cenário anual.

5. Purificador de água

Residências que frequentemente compram galões de água mineral encontram no purificador uma excelente alternativa para enxugar despesas, substituindo totalmente as aquisições contínuas em lares de alto consumo.

Diferentemente dos galões, que precisam ser repostos regularmente, o purificador concentra o investimento inicial na aquisição do aparelho, com gastos posteriores relacionados à manutenção e à troca dos refis. Dessa forma, a economia tende a ser maior para quem consome bastante água mineral e encontra um modelo com promoção agressiva na Black Friday.

Mas, antes de aproveitar uma oferta com foco na economia a médio e longo prazo, vale considerar também os custos de uso, já que os modelos com refrigeração consomem eletricidade e exigem a troca periódica do refil. Assim, comparar o preço do aparelho com as despesas de manutenção ajuda a avaliar se o investimento realmente compensa.

Quanto um purificador pode economizar em um ano?

Para estimar a economia, vamos considerar uma família de quatro pessoas, com consumo diário de dois litros de água por morador, e um galão de 20 litros por R$ 25. Nesse cenário, a residência precisaria de aproximadamente 12 galões por mês, o que representa um gasto de R$ 300 em 30 dias e de R$ 3.650 ao longo de um ano.

Agora, imagine que a família substitua os galões por um purificador de R$ 500. Nesse caso, o investimento inicial equivale a menos de dois meses de gastos com água mineral, mas a manutenção também precisa entrar na conta.

Considerando duas trocas anuais de refil, cada uma por R$ 80, o custo do aparelho somado aos refis chegaria a R$ 660 no primeiro ano, uma diferença de R$ 2.990 em relação à compra dos galões.

Vale destacar que a simulação considerou que o purificador substitui integralmente a água mineral comprada e não incluiu gastos com instalação ou eletricidade.

Como saber se a economia realmente compensa?

Certificar-se de que um desconto promocional é vantajoso exige calcular se a diminuição de despesas no longo prazo supera o desembolso inicial. Equipamentos eficientes conseguem justificar preços mais elevados justamente quando a retração nas contas supera o sobrepreço da tecnologia.

Ademais, descontos expressivos durante o evento de liquidação encurtam o prazo necessário para reaver o capital investido.

Por isso, a dica é comparar o consumo indicado nas etiquetas, estimar os gastos mensais e considerar despesas adicionais, como manutenção e instalação. Consultar o histórico de preços também ajuda a verificar se a oferta da Black Friday representa uma economia real.

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