O prazo para o registro de chapas na eleição presidencial do Corinthians chegou ao fim nesta quinta-feira (15), definindo o cenário político para a votação marcada para 28 de novembro, no Parque São Jorge. O pleito contará com cinco concorrentes, já que o atual mandatário, Osmar Stabile, optou por não disputar a permanência no cargo.
As candidaturas formalizadas para comandar o clube são de André Castro, Ilmar Schiavenato, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e Sérgio Janikian.
Stabile lidera o Parque São Jorge desde maio de 2025, período em que assumiu o posto em decorrência do impeachment de Augusto Melo, de quem era vice-presidente. De acordo com o dirigente, o foco atual de sua gestão é avançar nas negociações do endividamento alvinegro, avaliado hoje em cerca de R$ 2,8 bilhões.
“A minha prioridade absoluta é avançar na reorganização financeira do Corinthians, especialmente em questões estratégicas e decisivas para o futuro do Clube, como a importante negociação em andamento com a Caixa Econômica Federal. São assuntos que exigem dedicação, responsabilidade e foco integral”, declarou o mandatário em nota oficial.
Stabile ressaltou ainda no comunicado que “o clube precisa estar acima de qualquer projeto pessoal, e acredito que misturar a condução administrativa deste período com uma disputa eleitoral não seria saudável para a instituição”.
Denúncia no Ministério Público e bastidores eleitorais
Além do momento econômico delicado, o presidente alvinegro enfrenta pressões na esfera jurídica. Em setembro, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra Stabile por suposto crime de apropriação indébita. A investigação conduzida pelo promotor Cassio Conserino aponta a utilização de verbas corintianas para a contratação da empresa Bear Security, voltada exclusivamente para a segurança pessoal do dirigente e de familiares.
Segundo os apontamentos do MP, o clube desembolsou R$ 721.194,66 com os pagamentos, que se iniciaram em julho de 2025, embora a assinatura formal do contrato tenha ocorrido somente em março de 2026. O órgão menciona notas fiscais anexadas e uma entrevista na qual o mandatário admitiu o custeio dos serviços pela agremiação, classificando a despesa como “segurança VIP ao presidente”.
Em sua defesa, Stabile sustentou a necessidade da medida devido às responsabilidades da função: “A segurança não foi contratada para Osmar como pessoa, mas em razão do cargo. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação como presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da FPF (Federação Paulista de Futebol) e CBF (Confederação Brasileira de Futebol).”
O dirigente também enfatizou que “causa também estranheza o pedido de afastamento formulado pelo Ministério Público, que será devidamente contestado nos autos”. O Corinthians ainda é alvo de um inquérito civil no MP que pode desencadear um pedido de intervenção judicial.
No cenário eleitoral, Stabile não foi o único a deixar a disputa. André Negão, integrante do grupo Renovação & Transparência e ligado ao ex-presidente Andrés Sanchez, também retirou sua pré-candidatura.
A Comissão Eleitoral divulgará as chapas homologadas de forma oficial na próxima semana. A partir dessa publicação, será aberto um prazo de 24 horas para pedidos de impugnação.
Pressão nos gramados e estreia de novo técnico
A disputa política coincide com uma fase turbulenta no futebol. Após ser eliminado das
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