Em transmissão realizada nesta quinta-feira (15), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) direcionou fortes críticas à proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de criar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) voltada a viabilizar tarifa zero no transporte coletivo aos sábados e domingos, mediante o direcionamento de recursos de emendas parlamentares.
O pronunciamento ocorreu durante a transmissão semanal do senador no YouTube, gravada em Capelinha (MG). Flávio esteve acompanhado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), eleito para o Senado por São Paulo.
Ao avaliar os compromissos públicos do petista, o postulante do PL declarou: “Ele prometeu picanha e não entregou. Ele está prometendo tudo que não vai entregar. Agora ele perdeu a linha de novo, está prometendo ônibus de graça, que não vai entregar também”.
Propostas para segurança e maioridade penal
Durante a transmissão, Flávio afirmou que trabalhará para validar a redução da maioridade penal antes mesmo do início de um eventual mandato, sem detalhar os trâmites do plano. “A gente vai começar a cumprir nossas promessas de campanha, se Deus quiser, antes até de sentar na cadeira de presidente da República. Eu estou falando de redução da maioridade penal, que a gente vai conseguir aprovar”, disse.
Ao comentar a PEC da Segurança Pública, elaborada pelo Poder Executivo e em análise no Senado Federal, o candidato sustentou que o governo pretendia cercear o papel das unidades federativas no setor. “Essa PEC da Segurança Pública, o Lula queria, inicialmente, controlar a polícia. Queria tomar o lugar dos Estados na parte da segurança pública e centralizar tudo no governo central deles. Isso é típico de governos ditatoriais, de governos que são fascistas, que são comunistas”, afirmou.
Na esteira do debate, o parlamentar defendeu a alteração protocolada por seu coordenador de campanha e líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). A proposta prevê a diminuição da maioridade penal para 16 anos na maior parte dos delitos e para 14 anos em ocorrências de organização criminosa e tráfico de entorpecentes.
Paralelamente, Flávio reprovou a emenda apresentada pelo líder do PT na Casa, senador Camilo Santana (CE), que limita o ajuste da maioridade para 16 anos unicamente em crimes hediondos, o que, segundo o candidato do PL, deixaria de fora os narcotraficantes.
Sobre a temática penal, Nikolas Ferreira ponderou que “ninguém está dizendo que a redução da maioridade penal será uma bala de prata para resolver o problema da segurança pública no Brasil”, apontando que a solução abrange diversos fatores, mas classificou o avanço do mecanismo como “importantíssima”.
Avaliação do levantamento eleitoral
Flávio Bolsonaro abordou ainda os números da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, que apontou o candidato à frente de Lula no cenário de segundo turno, com 51% contra 49% dos votos válidos. Para o senador, a margem real em favor de sua candidatura é superior à mensurada pelo instituto.
“Hoje saiu mais uma pesquisa Datafolha dando Flávio Bolsonaro na frente de Lula. Gente, se a gente está na frente no Datafolha, você já sabe. Datafolha que errou, se não me engano, mais de cinco pontos ou sete pontos no nosso número no primeiro turno, não lembro de cabeça agora, mas se está a gente na frente no Datafolha pode ter certeza que é muito mais na frente mesmo com essas promessas vazias e mentirosas que o Lula está fazendo, num desespero total para tentar enganar muita gente com coisa que nós sabemos que ele não vai entregar”, declarou Flávio.
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