Petróleo abre em queda após Irã dizer que oferta para reabrir Hormuz continua de pé

Petróleo recua após Irã manter oferta para reabrir Hormuz

Mercados

A cotação do petróleo abriu em baixa neste domingo (18), refletindo a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. O diplomata confirmou à imprensa iraniana que a oferta feita aos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Hormuz em um prazo de sete dias segue em vigor.

Por volta das 19h30, os contratos futuros do barril Brent com vencimento em dezembro de 2026 registravam recuo de 0,65%, sendo negociados a US$ 108,98.

O governo iraniano formulou essa proposta em meados de setembro, logo após o fim de um cessar-fogo provisório, segundo informações da agência de notícias Reuters.

Posteriormente, Teerã admitiu ter recebido uma resposta do governo norte-americano. No entanto, o chefe de segurança iraniano pontuou na semana passada que as conversas encontram-se estagnadas devido ao fato de Washington não ter aceitado integralmente as sete condições exigidas para liberar a passagem marítima.

Durante uma passagem por Bagdá para participar de um encontro da Organização de Cooperação Islâmica, Araqchi comentou o cenário:

“Nossa situação é clara e baseada na proposta de sete dias apresentada aos EUA. Eles compartilharam comentários que estamos analisando, mas nossa proposta ainda está em discussão e, se houver alguma honestidade por parte dos EUA, o que não há, o caminho para reabrir o estreito de Hormuz é óbvio”, disse o ministro.

Explosões e rota não autorizada

Paralelamente, os investidores monitoram informes sobre dois petroleiros que teriam pegado fogo após atingirem minas navais durante a travessia da região, conforme dados divulgados pela agência Reuters.

Os dados foram divulgados inicialmente pela agência estatal iraniana Irna, indicando que as duas embarcações transportavam aproximadamente 2 milhões de barris de petróleo bruto cada.

Ainda de acordo com a Irna, os navios haviam desativado seus radares e sistemas de posicionamento, tentando utilizar um trajeto não autorizado pela importante via navegável. A segunda embarcação acabou paralisada após o choque com uma mina, conforme detalhou a agência.

Anteriormente, veículos de comunicação estatais já haviam noticiado que o primeiro petroleiro também se chocou contra uma mina ao tentar cruzar a área por uma rota que não contava com o aval do Irã.

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