A prática regular de atividade física pode colaborar positivamente para o bom funcionamento do intestino. Desde que executado respeitando os limites físicos e acompanhado por um estilo de vida equilibrado, o treinamento ajuda a otimizar a motilidade do órgão, reduzir quadros inflamatórios e equilibrar a microbiota intestinal.
“O movimento também alivia o estresse, que é um dos grandes vilões do intestino, já que ansiedade e tensão costumam travar o funcionamento intestinal. É como se o hábito fosse um ‘acelerador suave’ que ajuda esse sistema a trabalhar em harmonia”, completa Alessio Novais, fisioterapeuta especialista em movimento humano.
O impacto da atividade física na microbiota
Uma revisão científica divulgada em 2024 na revista Nutrients identificou que um estilo de vida ativo está associado ao aumento da diversidade da microbiota intestinal e à maior produção de ácidos graxos de cadeia curta, substâncias que desempenham funções importantes na saúde do órgão, no metabolismo e na regulação de inflamações. Os autores ainda apontam que os efeitos podem variar de acordo com tipo, intensidade e duração do treino.
Dessa forma, manter-se ativo de maneira consistente atua na prevenção de transtornos como gases, inchaço, constipação e desconfortos abdominais. Além disso, pesquisas indicam que a rotina de exercícios atua na prevenção de enfermidades intestinais, incluindo a síndrome do intestino irritável, a doença inflamatória intestinal e até o câncer.
Para garantir resultados duradouros, os especialistas lembram que o treino frequente deve vir acompanhado de hidratação adequada, alimentação equilibrada, controle do estresse e boas noites de sono. Sintomas persistentes exigem sempre uma avaliação médica especializada.
Cuidados com o excesso de treino
Apesar dos benefícios, o exagero nos exercícios pode trazer prejuízos ao sistema digestivo.
“Isso é comum em atletas de ‘endurance’, como maratonistas e triatletas. Durante exercícios extremos, o corpo prioriza o envio de sangue para músculos e coração, reduzindo temporariamente a irrigação intestinal. Isso pode causar sintomas como náuseas, refluxo, distensão abdominal, dor abdominal e até diarreia. Ou seja: exercício faz bem, mas excesso sem equilíbrio pode gerar efeito contrário”, esclarece o Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo, com foco no emagrecimento.
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