The first mission to sample Mars’s moons launches today

Missão espacial inédita de coleta em luas de Marte é lançada hoje

Tecnologia

Pela primeira vez na história, uma espaçonave fará uma viagem de ida e volta ao sistema de Marte, iniciando sua jornada nesta segunda-feira. Liderada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), a missão Martian Moons Exploration (MMX) decolará para explorar Fobos e Deimos, as duas luas marcianas. A previsão é que a sonda chegue ao destino em agosto de 2027, realize observações por alguns anos e pouse em Fobos em 2030, com retorno à Terra programado para 2031 trazendo pelo menos 10 gramas de material.

Apesar de Marte ser frequentemente associado a rovers, dunas avermelhadas e cenários de ficção científica, suas luas costumam ser esquecidas. Fobos e Deimos são rochas espaciais pequenas e misteriosas, cuja origem exata permanece desconhecida. A missão busca esclarecer se esses satélites naturais são asteroides capturados pela gravidade do planeta ou fragmentos gerados por colisões antigas.

Colaboração internacional e objetivos científicos

A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) contribuiu com instrumentos científicos e pesquisadores para o projeto. Segundo Lindsay Hays, diretora interina de ciência planetária da NASA, o sucesso da missão complementará décadas de exploração marciana e apoiará futuros voos tripulados.

“The mission’s science and return samples will complement decades of Mars exploration and help inform future discoveries and perhaps, in the even further future, crewed missions,” afirmou Hays.

Para Wataru Fujiya, líder da equipe de análise de amostras da JAXA, decifrar a origem de Fobos pode explicar como água e matéria orgânica chegaram aos planetas rochosos.

“Understanding the origin of Phobos would have implications far beyond Phobos itself,” declarou. “Regardless of which hypothesis is correct, the origin of the moon involves interactions between a small body and Mars. Determining what kind of body interacted with Mars could therefore help us understand how the building blocks of life, such as water and organic matter, were delivered to terrestrial planets from external sources and how these planets evolved into worlds that could potentially support life.”

Tecnologia e o tesouro escondido em Fobos

A espaçonave carrega 13 instrumentos, incluindo dois coletores: o C-sampler, projetado como uma broca para extrair material profundo, e o P-sampler, que utilizará gás nitrogênio de alta pressão para soltar poeira e rochas da superfície.

Especialistas apontam que trazer amostras físicas viabiliza análises aprofundadas com tecnologias avançadas e futuras, ainda não inventadas. Além disso, astrônomos mantêm a expectativa de encontrar um bônus inesperado: pequenos detritos do próprio planeta vermelho ejetados por impactos de asteroides no passado.

“We might find kind of Mars rock that we’ve never had in hand before,” especulou Asa Stahl, astrônomo da Planetary Society. “I love to imagine some scientists, bent over an instrument in the laboratory, trying to pick out individual grains from Phobos and saying, ‘That one’s from Mars!’”

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