Uma idosa de 78 anos foi detida na última sexta-feira (16) na Filadélfia, nos Estados Unidos, após bloquear deliberadamente a circulação de um robô de delivery nas ruas da cidade. Carolyn Martin, que é professora universitária aposentada e especializada no campo da Comunicação, acabou sendo levada pelas autoridades após receber denúncias, mas foi liberada logo na sequência. Apesar disso, ela precisará responder criminalmente a uma acusação de perturbação da ordem pública.
O episódio ocorreu quando a docente posicionou-se firmemente em frente a um equipamento autônomo da Avride — fabricante responsável por produzir os dispositivos utilizados pelo aplicativo Uber Eats —, impedindo que a máquina desse continuidade ao seu trajeto de entrega.
O protesto e a prisão
Registros em vídeo feitos por pedestres que circulavam pelo local capturaram o instante exato da abordagem policial. A prisão só foi concretizada depois que os agentes realizaram diversos apelos para que a mulher saísse da frente do dispositivo e permitisse a livre circulação do veículo.
Em declaração concedida a uma emissora de TV local, a ABC7, Martin afirmou que planeja rebater a acusação na Justiça. Ela sustenta que sua atitude configura um ato de protesto amparado pela Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que assegura o direito à liberdade de expressão.
A professora também argumenta que se opõe a essa modalidade de serviço automatizado sob a justificativa de que os robôs estão suprimindo postos de trabalho que poderiam ser ocupados por seres humanos.
Histórico de resistência
Esta não é a primeira oportunidade em que Martin é surpreendida bloqueando o trajeto de um entregador autônomo. Contudo, esta foi a única ocasião em que a situação escalou a ponto de exigir a intervenção policial. A aposentada reforçou que, caso volte a encontrar os veículos pelas ruas, continuará atravessando o caminho deles como forma de expressar sua revolta.
Os robôs autônomos de entrega vinculados ao Uber Eats operam desde, pelo menos, 2025, período que marcou o início dos testes práticos em localidades dos Estados Unidos. Enquanto a Filadélfia acumula episódios de rejeição popular a essa inovação tecnológica, cidades como Chicago registraram inclusive ocorrências de acidentes envolvendo os entregadores robóticos.
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