Criar uma empresa no território nacional tornou-se um processo bastante acessível nos dias atuais. O registro como microempreendedor individual (MEI) é realizado diretamente pela rede mundial de computadores, enquanto diversas soluções tecnológicas possibilitam a comercialização de mercadorias sem a necessidade de sair da residência. Contudo, apesar da facilidade para executar uma concepção comercial, garantir a longevidade do empreendimento ao longo dos anos permanece como um obstáculo complexo.
O levantamento Sobrevivência de Empresas, conduzido pelo Sebrae, aponta que os MEIs representam a categoria de pequenos negócios com o maior índice de encerramentos no país. Desse total, 29% fecham as portas no período de até cinco anos. No segmento das microempresas, esse percentual recua para 21,6%, ao passo que nas empresas de pequeno porte atinge 17%. O comércio lidera como o setor mais prejudicado, registrando 30,2% de encerramentos no mesmo intervalo, antecedendo a Indústria de Transformação (27,3%) e os Serviços (26,6%).
Parte dessa divergência decorre da própria estrutura do MEI. Devido à simplicidade tanto para constituir quanto para dissolver esse modelo de negócio, o encerramento ocorre de maneira mais recorrente. Apesar disso, o levantamento destaca que o nível de preparação do gestor também atua como um elemento decisivo. De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o segmento dos MEIs abrange uma parcela expressiva de indivíduos que estavam sem ocupação formal antes de iniciar o empreendimento. Consequentemente, essas pessoas contaram com oportunidades limitadas para buscar capacitação e obter vivência prática no setor selecionado, o que impacta diretamente a viabilidade do negócio, conforme aponta a Agência Sebrae.
O papel da formação em administração
As habilidades voltadas para a administração de uma empresa compõem a fundação de um curso superior em Administração. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, os períodos iniciais da graduação contemplam matérias como Microeconomia Aplicada aos Negócios, direcionadas à compreensão da circulação financeira interna e do comportamento do mercado frente a esses recursos.
Durante o percurso acadêmico, o discente manuseia instrumentos cotidianos da rotina gerencial, tais como: – Business Model Canvas, ferramenta que auxilia na formatação de um projeto antes de sua execução prática; – Análise SWOT, método que identifica pontos fortes, vulnerabilidades, chances de mercado e riscos potenciais; – Plano de Negócios, relatório essencial que detalha a essência, a diretriz e o valor da atividade comercial.
A instrução acadêmica não invalida o empreendedorismo digital, mas atua como um complemento para estabelecer bases firmes. Indivíduos que dominam recursos de inteligência artificial ou possuem conhecimentos em marketing encontram facilidade para viabilizar um projeto, enquanto o embasamento em gestão eleva a probabilidade de consolidação de uma empresa sustentável.
O ecossistema acadêmico também exerce influência significativa. Além do ambiente de sala de aula, a instituição de ensino fomenta conexões profissionais, iniciativas conjuntas com o setor corporativo, chances de estágio e caminhos alternativos para inserção no mercado de trabalho.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
