O Ibovespa Futuro registra alta nos primeiros negócios desta terça-feira (20), impulsionado pela valorização das cotações internacionais do petróleo e pela repercussão de um novo levantamento eleitoral. Por volta das 9h02 (horário de Brasília), o indicador apresentava avanço de 1,04%, atingindo 210.665 pontos.
O barril de petróleo retomou a trajetória de alta no mercado global nesta terça, com o Brent ultrapassando a barreira de US$ 110. O movimento ocorre após os rebeldes houthis, do Iêmen, declararem na segunda-feira que realizaram ataques contra diversas instalações energéticas, aeroportuárias e militares na Arábia Saudita. Os preços da commodity também refletem a precificação de um prêmio de risco geopolítico decorrente dessas ações contra a infraestrutura saudita e de relatos de investidas contra embarcações no Golfo.
Cenário político e pesquisas eleitorais No âmbito doméstico, o mercado acompanha de perto os desdobramentos da corrida ao segundo turno da eleição presidencial, agendado para o próximo domingo entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista ao SBT na noite de segunda-feira, Lula refutou que as ações implementadas por sua gestão recentemente, a exemplo do reajuste do Bolsa Família e da anistia de débitos de microempreendedores individuais (MEI), configurem uma bomba fiscal. O atual presidente sustentou que o orçamento comporta todas essas iniciativas.
Enquanto isso, a corrida presidencial ganhou novos contornos com a divulgação de uma pesquisa Real Time Big Data. No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos em um cenário de segundo turno contra Lula, que registra 48%. A vantagem de quatro pontos percentuais encontra-se no limite da margem de erro da pesquisa, fixada em dois pontos para cada lado.
Balanços corporativos e exterior Na agenda de resultados corporativos, o mercado aguarda para esta terça-feira os números da SpaceX e da Netflix. Ao longo da semana, a atenção se voltará para a divulgação dos balanços de gigantes do setor de inteligência artificial, como Meta e Tesla.
Em Wall Street, os futuros operavam mistos com a perda de fôlego das ações ligadas à IA. O Dow Jones Futuro subia 0,11%, ao passo que o S&P 500 recuava 0,14% e a Nasdaq apresentava desvalorização de 0,62%. Na B3, o dólar futuro operava com baixa de 0,27%, cotado a R$ 5,040.
Os mercados da região Ásia-Pacífico encerraram o pregão no campo negativo, encabeçados pelas perdas na Coreia do Sul. O índice Kospi caiu 3,73%, fechando a 5.552,74 pontos, pressionado pelas quedas das gigantes SK Hynix (-4,23%) e Samsung Electronics (-2,98%). O índice Kosdaq, focado em empresas de menor porte, recuou mais de 3%, indo a 781,97 pontos.
Além disso, a estreia desastrosa da Elice Group, empresa sul-coreana de data centers e infraestrutura de IA, registrou uma queda de quase 30% em relação ao preço inicial de sua oferta pública nesta terça-feira, reacendendo os temores sobre a sustentabilidade do atual ciclo de investimentos no setor.
Por fim, as cotações do minério de ferro na China fecharam o dia em baixa. O movimento foi influenciado pelo crescimento nos embarques globais e no volume da commodity que chegou aos portos chineses, sinalizando ampla oferta no mercado.
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