A General Motors, principal montadora em participação de mercado nos Estados Unidos, revisou para cima parte de suas metas financeiras para o ano após reportar resultados acima do esperado no terceiro trimestre, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (20).
“A GM apresenta um bom desempenho, e estamos trabalhando intensamente para manter esse ritmo apesar das crescentes pressões inflacionárias, realizando investimentos estratégicos em novos produtos e serviços e aprimorando a qualidade e a eficiência operacional”, afirmou Mary Barra, presidente-executiva do grupo, em carta aos acionistas.
Com sede em Detroit, no estado de Michigan, a companhia registrou receita líquida de US$ 50,01 bilhões (R$ 252 bilhões) entre os meses de julho e setembro, o que representa um crescimento de 2,9% na comparação com igual período do ano anterior. O desempenho financeiro superou o consenso de analistas consultados pela FactSet, que projetavam um faturamento de US$ 48,78 bilhões.
Lucro líquido e desempenho por ação
O lucro líquido da empresa mais do que dobrou no trimestre, alcançando US$ 3,30 bilhões (R$ 16,7 bilhões), em contraste com os US$ 1,30 bilhão obtidos no mesmo período do ano passado. No ano anterior, a montadora precisou computar uma despesa de US$ 1,6 bilhão decorrente de um “realinhamento” estratégico voltado ao mercado de veículos elétricos. O resultado também ficou acima dos US$ 3,29 bilhões estimados pelo mercado.
No que diz respeito ao LPA (lucro líquido por ação) excluindo itens extraordinários — principal indicador monitorado pelo mercado —, o valor registrado foi de US$ 3,70, superando os US$ 2,80 apurados um ano antes e ficando ligeiramente acima da previsão de US$ 3,69 dos analistas.
Novas metas e projeções para o ano
Diante do cenário favorável, a montadora elevou o limite inferior de diversas projeções anuais. A expectativa para o lucro líquido foi ajustada para uma faixa entre US$ 8,9 bilhões e US$ 9,5 bilhões, substituindo o intervalo anterior de US$ 8,4 bilhões a US$ 9,8 bilhões.
A corporação também estreitou o LPA em bases comparáveis para o patamar de US$ 12,75 a US$ 13,75, frente à estimativa passada de US$ 12 a US$ 14. Além disso, a projeção de fluxo de caixa gerado pelas atividades automotivas em bases comparáveis passou para a faixa de US$ 11,5 bilhões a US$ 12,5 bilhões, superando a meta anterior de US$ 9,5 bilhões a US$ 11,5 bilhões. Antes da divulgação oficial, as previsões do mercado apontavam para um lucro anual de US$ 11,62 bilhões e um lucro ajustado e diluído por ação de US$ 13,47.
“Os produtos, as tecnologias e os serviços excepcionais que oferecemos aos clientes em todo o mundo nos dão confiança em um crescimento expressivo e de longo prazo de nossos resultados e da geração de caixa, bem como em nossa capacidade de gerar retorno sobre o capital para nossos acionistas”, acrescentou Mary Barra.
Por fim, a administração da empresa comunicou que seu conselho aprovou um novo plano plurianual de recompra de ações avaliado em US$ 20 bilhões. A decisão ocorre após a conclusão do programa anterior de US$ 6 bilhões, que havia sido anunciado em janeiro.
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