A campanha do presidente Lula levantou fortes acusações contra a Meta após constatar que as ferramentas de inteligência artificial da empresa barravam a criação de imagens sobre o petista, mas autorizavam pedidos idênticos voltados à candidatura de Flávio Bolsonaro. Em um teste prático realizado pela BBC News Brasil, a tecnologia gerou figuras associadas ao termo “Flávio”, enquanto recusou realizar o mesmo procedimento para “Lula”.
Procurada para prestar esclarecimentos, a companhia se manifestou por meio de nota oficial e atribuiu a situação a uma falha técnica, negando qualquer motivação partidária.
“Nossos sistemas bloqueavam prompts no Brasil que mencionavam claramente qualquer um dos candidatos — incluindo ‘Lula’, ‘Luiz Inácio Lula da Silva’, ‘Bolsonaro’ e ‘Flávio Bolsonaro’ —, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral.”
A empresa detalhou ainda como a brecha funcionava na prática durante os testes realizados.
“Como resultado, alguns prompts que usavam ‘Flávio’ com seu número podiam gerar imagens de cartazes. A mesma lacuna afetava o outro candidato: prompts que usavam ‘Luiz’ com o número de Lula também podiam gerar imagens de cartazes.”
Por fim, a corporação justificou a complexidade em filtrar determinados termos e garantiu que a situação foi normalizada rapidamente.
“Bloquear isoladamente nomes comuns como ‘Flávio’ ou ‘Luiz’ impediria muitas solicitações cotidianas de geração de imagens e não políticas. Corrigimos essa lacuna no mesmo dia.”
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