Mesmo contando com estratégias de forte mobilização online, o campo progressista brasileiro ainda está longe de alcançar a mesma potência digital do bolsonarismo. É o que aponta uma pesquisa coordenada pelo professor e filósofo Marcos Nobre, que se dedicou a investigar o fenômeno político nas redes sociais.
O especialista organizou um estudo aprofundado sobre o que definiu como “Partido Digital Bolsonarista”. Trata-se de uma formatação virtual de legenda partidária que possui a capacidade real de eleger candidatos e ditar o ritmo das agendas políticas no país.
De acordo com o levantamento, essa complexa e eficiente estrutura construída pela direita não encontra nenhum paralelo no espectro político da esquerda. O pesquisador ressalta que essa distância na influência digital permanece inalcançável para os opositores, mesmo quando ocorrem campanhas focadas na eleição de influenciadores digitais ou na mobilização do chamado “Exército de Lula”.
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