A Getty Images Holdings iniciou um processo de recuperação judicial pré-negociado (prepackaged bankruptcy) depois de assegurar um pacto de apoio à reestruturação que prevê a injeção de novos recursos na organização e a retirada da empresa de banco de imagens e arquivo fotográfico do mercado acionário.
A companhia recorreu à proteção do Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, protocolando o pedido no Tribunal de Falências do Distrito de Delaware. A Getty declarou contar com ativos estimados entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões, além de passivos que se encontram exatamente na mesma faixa de valor.
De acordo com a corporação, houve progresso na execução de sua reestruturação financeira, que já havia sido anunciada anteriormente. O plano engloba um aporte financeiro de até US$ 533 milhões proveniente de partes interessadas, o que inclui integrantes da família Getty e afiliadas da Koch Equity Development. A empresa já havia comunicado que esses grupos repassariam novos recursos em troca de uma fatia societária.
A solicitação de recuperação judicial acontece após extensas tratativas para solucionar uma pesada carga de endividamento, somada à migração de consumidores para conteúdos criados por inteligência artificial, que acabam substituindo as tradicionais fotos de arquivo.
Anteriormente, a Getty havia entrado em um período de carência de 30 dias após deixar de realizar pagamentos de juros devidos em 1º de setembro relacionados a títulos sem garantia. Na ocasião, a empresa afirmou que tinha caixa suficiente para efetuar os pagamentos, mas optou por utilizar o prazo adicional para concluir um acordo consensual de reestruturação.
Apesar da reestruturação, o planejamento financeiro garante que os fornecedores serão pagos integralmente de acordo com o plano de reestruturação.
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